O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (23) em queda de 0,14%, a R$ 5,17 — menor valor desde maio de 2024. O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a elevação de tarifas globais de 10% para 15%.
Apesar do anúncio, a leitura do mercado é de que a nova configuração da política comercial americana pode favorecer o Brasil.
Em reportagem do Broadcast, Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, afirmou que a decisão da Suprema Corte reduz pressão sobre exportadores brasileiros, já que setores que enfrentavam tarifas de até 50% passam a lidar com alíquota de 15%.
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A moeda americana cede 1,51% em fevereiro. No ano, o dólar cai 5,84% frente ao real, que apresenta o melhor desempenho entre moedas latino-americanas.
Dólar perde força no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, como euro e iene, operou em queda ao longo do dia. No fim da tarde, recuava cerca de 0,10%, ao redor de 97,700 pontos, após mínima de 97,355 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em 2026, o Dollar Index apresenta queda superior a 0,60%.
Nos Estados Unidos, as taxas dos Treasuries recuaram em bloco. O yield (rendimento) da T-note de 10 anos caiu mais de 1,5%. As bolsas de Nova York também registraram queda superior a 1%, movimento associado à redução de posições em ativos de risco.
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Banco Central reduz estoque de swaps
A consultoria 4intelligence destacou que o Banco Central (BC) do Brasil iniciará a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em abril.
Até sexta-feira, o BC ofertou 725 mil contratos de swap tradicional, abaixo do volume previsto para vencimento, de 750 mil contratos. Isso resultou em redução de US$ 1,25 bilhão no estoque, para US$ 98,75 bilhões.
Segundo a consultoria, o fluxo cambial positivo, a melhora na percepção de risco soberano e o enfraquecimento do dólar frente ao real reduziram a demanda por hedge junto ao BC. Em 2026, o Banco Central já promoveu resgate líquido de US$ 1,4 bilhão em swaps.











