Após cinco sessões consecutivas de recuo, o dólar voltou a subir frente ao real nesta quinta-feira (26). A moeda americana fechou em alta de 0,27%, a R$ 5,14, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco no exterior e perdas entre moedas emergentes, sobretudo latino-americanas.
Segundo analistas, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O peso colombiano caiu quase 2% após pesquisa eleitoral indicar liderança de candidato de esquerda para a eleição presidencial em maio.
O impacto da eleição presidencial na taxa de câmbio ainda é considerado incipiente. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na véspera mostrou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em simulação de segundo turno.
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No cenário internacional, investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro nos Estados Unidos. As apostas predominantes indicam possibilidade de início de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) em julho.
Em declarações recentes, Stephen Miran, diretor do Fed indicado pelo presidente Donald Trump, afirmou não ver pressões inflacionárias relevantes e defendeu quatro cortes de juros neste ano, totalizando 100 pontos-base — 1 ponto percentual.
Apesar da alta no dia, o dólar acumula queda de 0,71% na semana. Em fevereiro, a divisa recua 2,07%. No ano, a moeda americana apresenta desvalorização de 6,38% frente ao real.
Dólar no exterior sobe e dita ritmo do mercado
As negociações entre EUA e Irã em torno do programa nuclear iraniano trouxeram cautela aos mercados. Em Nova York, o índice Nasdaq recuou mais de 1%, diante de preocupações com o avanço da inteligência artificial e seus possíveis efeitos econômicos, mesmo após balanço positivo da Nvidia no quarto trimestre.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve alta e chegou a 97,984 pontos na máxima do dia, próximo dos 98 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Já o yuan avançou ao maior nível frente ao dólar desde março de 2023, tanto no mercado onshore quanto offshore, após nova injeção de liquidez pelo Banco do Povo da China (PBoC).



