O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (26) em leve queda de 0,13%, aos 191.005,02 pontos. Mesmo com o recuo, o índice manteve a faixa dos 191 mil pontos pela terceira sessão consecutiva.
Segundo analistas, o principal fator por trás da valorização é o fluxo estrangeiro. Além de juros elevados, que atraem investidores estrangeiros, o mercado brasileiro ainda é visto como “barato” em termos de valuation — indicador que mede o preço das ações em relação a lucros e patrimônio.
O cenário eleitoral começa a entrar no radar, mas ainda não é o principal vetor de preços.
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Bolsa brasileira sobe 5% em fevereiro
Em fevereiro, a Bolsa brasileira avança pouco mais de 5%. No ano, a alta chega a 18,54%. Se confirmado o resultado positivo no último pregão do mês, será o sétimo avanço mensal consecutivo, sequência que não ocorre desde 1996/1997.
O desempenho coloca o índice próximo de registrar o melhor primeiro bimestre desde 1999. Naquele período, porém, o mercado operava sob forte volatilidade, após a crise cambial da Rússia em 1998.
Destaques do Ibovespa
As ações de grande capitalização recuaram, pressionando o índice. A Vale caiu 0,84%, após alta de 2,55% no dia anterior. Petrobras teve desempenho misto: os papéis ordinários recuaram 0,14% (PETR3), enquanto os preferenciais subiram 0,10% (PETR4).
No setor bancário, Itaú Unibanco (PN) caiu 0,25% e Banco do Brasil (ON) recuou 1,09%. Ainda assim, as ações seguem com ganhos acumulados no mês.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Marcopolo (+5,56%), Hapvida (+4,78%) e Pão de Açúcar (+4,25%). Já entre as quedas, ficaram Rede D’Or (-4,53%), Vamos (-2,98%) e Natura (-2,73%).
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Ambiente externo pressiona tecnologia
No exterior, as bolsas dos Estados Unidos operaram em queda. O movimento ocorreu um dia após o balanço da Nvidia, empresa ligada ao setor de inteligência artificial (IA). Apesar de lucro acima do esperado, investidores seguem atentos ao custo e ao retorno dos investimentos em IA.



