A conta de condomínio aumentou 6,8% no Brasil em 2025, passando a consumir mais da metade do salário mínimo. O valor médio das taxas condominiais chegou a R$ 828,13, equivalente a 54,6% do salário mínimo vigente no ano passado (R$ 1.518).
Quando comparado ao salário mínimo atual, de R$ 1.621, o valor médio ainda representa 51,1%. Os dados são do Índice Superlógica.
Na prática, a conta de condomínio ficou quase 60% acima da inflação no período, uma vez que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, avançou 4,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Para João Baroni, diretor de crédito do Grupo Superlógica, “a alta da taxa acima da inflação reflete uma combinação de fatores: juros elevados, que encarecem contratos e serviços, inflação ainda pressionando itens do dia a dia e custos operacionais que pesam no orçamento, especialmente folha de pagamento e investimento em tecnologia e segurança”.
Inadimplência condominial recua
Mesmo com o aumento das taxas, a inadimplência apresentou pequena redução em 2025. O índice registrou média anual de 6,28%, queda de 0,02 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024.
O maior nível do ano foi observado em junho, quando a inadimplência atingiu 7,19%. O menor ocorreu em dezembro, com 5,87% (confira no gráfico abaixo).
Segundo Baroni, o aumento das taxas pode pressionar o poder de compra das famílias. “Apesar da pequena queda na inadimplência condominial, os valores das taxas de condomínio trazem preocupação, já que comprometem a renda e o poder de compra dos brasileiros”, afirmou.
Recorte regional
Na análise regional, o Norte registrou a maior taxa média de inadimplência condominial em 2025, com 7,86%. Na sequência aparecem:
- Nordeste: 6,09%;
- Sudeste: 5,93%;
- Centro-Oeste: 5,70%;
- Sul: 4,74%.
Entre as regiões com maior valor médio de taxa condominial em 2025, quem liderou foi o Nordeste, com R$ 885,08. Em seguida aparecem Norte (R$ 868,79) e Sudeste (R$ 848,47), todas acima da média nacional.
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O Centro-Oeste registrou média de R$ 735,64, enquanto o Sul apresentou o menor valor, de R$ 661,26.
Na comparação com o salário mínimo atual, o peso da taxa condominial representa aproximadamente:
- 54% no Norte e Nordeste;
- 52% no Sudeste;
- 45% no Centro-Oeste;
- 41% no Sul.
Condomínios mais baratos têm mais inadimplência
O levantamento também analisou a inadimplência por faixa de valor. Condomínios com taxa inferior a R$ 500 apresentaram os maiores índices de inadimplência, com 9,96% de atraso nos pagamentos.
Nos condomínios com taxas entre R$ 500 e R$ 1.000, a inadimplência ficou em 6,03%. Já nos condomínios com taxas acima de R$ 1.000, o índice foi de 4,53%.




