O Ibovespa desaba nesta sexta-feira (19), chegando novamente na faixa dos 175 mil pontos, nível visto pela última vez em 26 de janeiro, atingindo os 175.848,54 pontos na mínima intradiária. Por volta das 15h10, o índice registrava uma perda menor, em queda de 2,26%, aos 176.201,39 pontos.
A queda ocorre em meio ao avanço das perdas em bolsas internacionais e à repercussão de declarações da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre combustíveis envolvendo a Petrobras.
No início da tarde, Silveira afirmou que Lula “mandou zerar impostos federais do diesel”, medida que gerou reação entre agentes de mercado e governadores. Na visão de analistas, no entanto, a declaração eleva a percepção de risco de intervenção na política de preços da estatal.
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Petrobras pesa na queda do Ibovespa e ações de energia têm desempenho misto
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) figuram entre as maiores perdas do índices. Os papéis preferenciais (PN) caíam 3,74%, enquanto os ordinários (ON) recuavam 3,43%. Na NYSE, os ADRs da companhia caíam mais de 5%.
Com forte peso no índice, o desempenho da estatal contribui para a queda do Ibovespa. Das 83 ações que compõem a carteira, apenas cinco operavam em alta no meio da tarde.
Entre as positivas, a Prio (PRIO3) subia cerca de 2,20%, enquanto a Cemig (CMIG4) avançava 1,48%, após divulgar seu balanço trimestral.
O Goldman Sachs avaliou como negativa a definição de diretrizes do governo para o cálculo do preço de referência do diesel, apontando aumento de incerteza sobre a política de preços da Petrobras.
O banco mantém preferência pela Prio, citando menor exposição a interferências e possíveis revisões na política de remuneração ao acionista.
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Exterior amplia aversão ao risco
No exterior, as bolsas de Nova York operavam em queda, com S&P 500 e Nasdaq próximos das mínimas do dia.
Na Europa, os mercados encerraram a semana em baixa. O cenário é influenciado pelo aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que eleva a incerteza sobre preços de energia e pressiona ativos de risco.
Segundo a Bloomberg, autoridades iranianas estariam relutantes em discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota relevante para o transporte global de petróleo.











