O dólar fechou esta segunda-feira (23) em queda de 1,29% frente ao real, a R$ 5,24. O recuo ocorre em um ambiente de menor aversão ao risco, após sinais de possível redução de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
A desvalorização foi sustentada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando a possibilidade de negociação com o Irã. Pela manhã, ele afirmou que houve conversas “produtivas” entre os países e anunciou o adiamento de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas.
À tarde, Trump reiterou que há chance de acordo, embora autoridades iranianas tenham negado abertura formal de negociações. Esse desencontro de informações limitou parcialmente o avanço de moedas de países emergentes.
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Os preços do petróleo registraram forte queda, com recuo próximo de 10% nos contratos futuros. O barril do tipo Brent voltou a ser negociado abaixo de US$ 100.
Apesar da queda nesta sessão, o dólar ainda acumula alta de 2,08% frente ao real em março. Em 2026, no entanto, a moeda registra perda de 4,52%.
Comportamento do dólar no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a operar abaixo dos 100 pontos, com queda ao redor de 0,50% no fechamento do mercado brasileiro.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Além disso, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) recuaram, especialmente os papéis de dois anos, que refletem expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Riscos domésticos seguem no radar
Apesar do alívio externo, o mercado segue atento a fatores internos. Entre os principais riscos está a possibilidade de paralisação de caminhoneiros, semelhante à ocorrida em 2018, o que poderia pressionar os preços dos combustíveis e gerar impacto fiscal.
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Segundo análise do Goldman Sachs, a valorização das commodities tem sustentado moedas emergentes, mas episódios de maior aversão ao risco ainda podem afetar o desempenho do real.
O banco destaca que a melhora dos termos de troca — relação entre preços de exportação e importação —, aliada à política monetária e aos juros elevados no Brasil, tende a sustentar o desempenho da moeda brasileira em relação a outros países emergentes.











