Moradores de 1 a cada 4 lares brasileiros fizeram algum tipo de aposta em 2025. A Mega-Sena continua sendo a modalidade de jogo de azar mais popular, envolvendo 15,8% das residências pesquisados pelo estudo “Bets na Mesa, Consumo em Jogo”, da NielsenIQ.
Depois da loteria da Caixa, o ranking de modalidades de aposta com mais presença na vida dos brasileiros foram Jogo do Tigrinho (7,7%); jogo do bicho (3,9%); bets (3,6%); outros (3,2%); bingo (2%); e poker (0,1%).
Para sustentar as apostas, 10% dos brasileiros admitem ter substituído gastos básicos. Entre as despesas mais cortadas estão a alimentação (47%) e o pagamento de contas do lar, como água, luz e internet (45,3%).
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Popularidade do Jogo do Tigrinho eleva volume de gastos
Ainda que o Jogo do Tigrinho não represente a maior fatia em número de apostas, ele registra um volume de gastos financeiros significativamente superior por apostador.
Segundo a NielsenIQ, o impacto das apostas no consumo mostra que a intensidade do gasto varia conforme o tipo de jogo. Enquanto 55,5% dos apostadores da Mega-Sena gastam menos de R$ 30 por mês, a maioria de usuários do Jogo do Tigrinho diz gastar entre R$ 30 e R$ 100 mensalmente com o jogo.

Na outra ponta, o Jogo do Tigrinho concentra mais apostadores de alto valor. Cerca de 11,1% dos seus jogadores gastam mais de R$ 300 mensais, enquanto na Mega-Sena esse percentual é de 3,3%.
“Já havíamos identificado que apostar se tornou uma prática popular e comum na rotina do consumidor brasileiro. Agora, os números apontam também a dimensão que essa prática está tomando dentro dos gastos do domicílio e na renda dos apostadores”, afirma o líder para insights da indústria da NielsenIQ, Gabriel Fagundes.
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Frequência de apostas e o perfil do público
A diferença nos gastos é explicada, em parte, pela periodicidade das apostas. O Jogo do Tigrinho apresenta uma frequência de uso muito mais elevada: 30% dos seus jogadores apostam diariamente e 32% jogam algumas vezes por semana.
Em contraste, na Mega-Sena, apenas 5% declaram jogar todos os dias. A maioria dos apostadores da Loteria Federal (30%) participa apenas algumas vezes por mês, muitas vezes acompanhando o acúmulo de prêmios.
O perfil demográfico também distingue os dois grupos. O Tigrinho é mais comum entre jovens de até 35 anos e lares com presença de crianças. Já a Mega-Sena tem maior penetração em lares com responsáveis acima de 51 anos e sem crianças.











