Os consumidores brasileiros — principalmente os com renda menor — estão terminando março mais confiantes do que no mês anterior. Segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), houve um avanço de dois pontos na comparação mensal, alcançando os 88,1 pontos.
O dado divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) interrompe uma sequência de dois meses de queda.
Na média móvel trimestral, que suaviza oscilações de curto prazo, o indicador recuou 0,3 ponto.
Em nota oficial, a economista do FGV/Ibre, Anna Carolina Gouveia, afirmou que “a alta da confiança em março foi impulsionada pela melhora das expectativas para os próximos meses e disseminada entre as faixas de renda, com exceção aos consumidores que recebem acima de R$ 9.600”.
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Variação da confiança do consumidor por renda
O avanço do ICC foi disseminado entre as faixas de renda, com exceção das famílias de maior renda. Entre os consumidores que recebem até R$ 2.100, o índice subiu 5,4 pontos, para 85,3 pontos.
Na faixa entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, a alta foi de 3,5 pontos, para 86,6 pontos. Já para rendas entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600, o avanço foi de 2,8 pontos, para 87,7 pontos.
Por outro lado, consumidores com renda acima de R$ 9.600 registraram queda de 3,9 pontos, com o índice em 92,2 pontos.
Expectativas puxam alta da confiança
A melhora foi impulsionada pelas expectativas dos consumidores para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção sobre o futuro, subiu 3,4 pontos, para 92,1 pontos.
Já o Índice de Situação Atual (ISA), que avalia as condições presentes, caiu 0,3 ponto, para 83,2 pontos.
Segundo Anna Carolina, “o indicador que mede a percepção financeira futura das famílias foi o que mais contribuiu para o resultado agregado, num movimento de redução do pessimismo das finanças pessoais”.
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Emprego, renda e juros influenciam percepção
De acordo com a economista, fatores como manutenção do emprego e da renda, além do controle da inflação e da recente redução das taxas de juros, influenciaram a melhora na confiança.
Dentro do IE, o indicador de situação financeira futura das famílias avançou 6,5 pontos, para 89,4 pontos. Já a percepção sobre a economia local futura subiu 1,8 ponto, para 105,5 pontos.
O indicador de intenção de compra de bens duráveis — produtos de maior valor, como eletrodomésticos e veículos — cresceu 1,1 ponto, para 82,8 pontos.
Apesar da melhora nas expectativas, os dados mostram percepção mista sobre o presente. A avaliação da situação econômica local atual caiu 1,4 ponto, para 94,7 pontos. Em contrapartida, a percepção sobre a situação financeira atual das famílias subiu 0,8 ponto, para 72,1 pontos.



