São Paulo concentra o maior volume de precatórios federais do país, segundo levantamento da Precato, fintech especializada na compra desses ativos. O estado soma 40.486 títulos, que totalizam R$ 13,5 bilhões em dívidas judiciais da União.
O montante representa cerca de 28% do total de precatórios e 21% do valor devido pelo governo federal. Ao todo, a União iniciou 2026 com R$ 64,3 bilhões em débitos, distribuídos em 143.007 precatórios.
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O que são precatórios
Os dados têm como base o Relatório de Despesas com Sentenças Judiciais, divulgado pela Secretaria de Orçamento Federal, ligada ao Ministério do Planejamento e Orçamento.
Precatórios são ordens de pagamento emitidas pelo Judiciário após decisão definitiva em ações contra o poder público. Na prática, representam valores que a União, estados ou municípios devem a pessoas físicas ou empresas.
Como esses pagamentos seguem regras orçamentárias, o prazo pode se estender por anos.
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Volume reforça impacto fiscal
De acordo com Bruno Guerra, cofundador da Precato, o volume concentrado em estados como São Paulo indica a relevância do tema para as contas públicas.
“Os precatórios representam um passivo relevante das contas públicas e, ao mesmo tempo, uma fonte de renda aguardada por milhares de credores paulistanos”, afirma.
Segundo Guerra, o prazo para pagamento leva parte dos credores a buscar alternativas para antecipar recursos. “Observamos aumento do mercado de cessão destes títulos, no qual o titular pode transferir o direito de recebimento a terceiros de forma legal e regulamentada”, disse.
Nesse modelo, o credor vende o direito de receber o valor futuro com desconto, em troca de liquidez imediata.
