O dólar fechou esta quinta-feira (26) em alta de 0,69% frente ao real, a R$ 5,25. A escalada de incertezas sobre negociações de cessar-fogo no Oriente Médio, diante de declarações divergentes entre Estados Unidos e Irã, elevou a percepção de risco global.
O movimento levou investidores a reduzir posições em ativos de maior risco, como bolsas e moedas de países emergentes, e a buscar proteção no dólar.
A volatilidade do mercado foi influenciada por declarações conflitantes sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã estaria disposto a negociar, enquanto autoridades iranianas classificaram a proposta americana como enganosa.
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Além disso, houve aumento das tensões militares após ações envolvendo Israel e forças iranianas. O cenário reforçou a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro americano (Treasuries).
No mês de março, a moeda acumula valorização de 2,38% frente ao real. Em 2026, porém, ainda apresenta queda de 4,24%.
Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou ao patamar de 100 pontos. Já os rendimentos dos Treasuries de dois anos subiram, refletindo preocupação com inflação.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Petróleo dispara e influencia câmbio
As cotações do petróleo avançaram de forma significativa. O contrato do Brent para junho fechou em alta de 4,61%, a US$ 101,89. A commodity acumula ganhos superiores a 40% em março e de quase 80% no ano.
A alta do petróleo tende a impactar moedas globais. No caso do Brasil, o efeito pode ser misto, já que o país é exportador líquido da commodity, o que pode favorecer a entrada de dólares. Por outro lado, um choque prolongado nos preços de energia pode fortalecer o dólar globalmente e pressionar o câmbio doméstico.
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Dados de inflação e atuação do Banco Central
No cenário doméstico, o IBGE informou que o IPCA-15 subiu 0,44% em março. O indicador é uma prévia da inflação oficial e serve como referência para o mercado antecipar tendências de preços. Apesar de ter ficado acima da mediana das projeções, houve desaceleração em relação a fevereiro.
Durante apresentação do Relatório de Política Monetária, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o mercado interpretou corretamente que a menção à “calibragem” da política monetária indica um ciclo de cortes da taxa Selic.











