O varejo brasileiro deve faturar R$ 3,57 bilhões com a Páscoa em 2026, segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgadas nesta sexta-feira (27).
Caso o número se confirme, o volume de vendas crescerá 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado e marcará um novo recorde para o setor, ultrapassando os R$ 3,44 bilhões registrados em 2024.
De acordo com a CNC, o desempenho do mercado de trabalho tem sido um dos principais fatores de sustentação da demanda. O aumento da renda e a melhora das condições de consumo ajudam a compensar a alta de preços.
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Segundo Fabio Bentes, economista-chefe da entidade, a combinação entre mercado de trabalho aquecido e desaceleração da inflação tende a garantir o crescimento das vendas.
O relatório também destaca que os produtos de Páscoa possuem menor dependência de crédito, o que reduz o impacto de juros elevados sobre o consumo.
Alta de preços deve marcar a Páscoa
O levantamento aponta que os bens e serviços típicos da Páscoa devem ficar, em média, 6,2% mais caros do que em 2025. Esse reajuste acima da inflação geral marca o terceiro ano consecutivo de aumento real nos preços desses produtos.
Entre os principais itens, o chocolate deve registrar alta média de 14,9% no varejo. O movimento reflete a valorização do cacau no mercado internacional, que elevou os custos de produção.
Outros produtos tradicionais também devem encarecer:
- Bacalhau: alta de 7,7%;
- Alimentação fora do domicílio: aumento de 6,9%.
Importações caem com pressão de custos
Mesmo com a valorização cambial — queda de 11% do dólar na comparação anual —, as importações de itens típicos da data recuaram. Segundo a CNC, o encarecimento das matérias-primas no exterior superou o efeito positivo do câmbio.
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Os preços internacionais subiram de forma relevante:
- Chocolate: +37%
- Bacalhau: +19%
Como consequência, as encomendas externas diminuíram 27% e 22%, respectivamente. A entidade avalia que esse cenário abre espaço para maior participação de produtos nacionais nas vendas.











