O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (27) em queda de 0,64%, aos 181.556,76 pontos. Na semana, o índice avançou 3,03%, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de perdas.
O recuo na sessão foi impactado pelas tensões no Oriente Médio, que continuam como principal vetor de risco para os mercados e têm pressionado os preços de energia, além de ampliar as incertezas econômicas.
Segundo a dirigente do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Anna Paulson, choques geopolíticos podem impactar tanto a inflação quanto o crescimento econômico.
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Petróleo pressiona inflação
O petróleo é um dos ativos mais afetados pela guerra. O barril do tipo Brent para junho subiu 3,37% nesta sexta-feira, a US$ 105,32, embora tenha acumulado queda de 6,12% na semana.
Relatório do Goldman Sachs aponta que um choque nos preços do petróleo pode elevar a inflação global em até 0,8 ponto percentual no cenário-base. Em uma hipótese mais adversa, esse impacto pode chegar a 2 pontos percentuais.
No núcleo da inflação — indicador que exclui itens mais voláteis, como energia —, o efeito estimado varia entre 0,2 e 0,5 ponto percentual.
Destaques do Ibovespa
As ações ligadas ao setor de energia ajudaram a limitar as perdas do índice, acompanhando a alta do petróleo. Os papéis da Petrobras terminaram o dia em alta de 1,74% (ON) e 2,89% (PN). Vale subiu 0,11%.
Por outro lado, o setor bancário fechou em baixa e contribuiu para o desempenho negativo. Banco do Brasil (-1,73%) e BTG Pactual (-3,03%) foram os destaques.
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Entre as maiores altas do dia ficaram MRBF (+6,07%), Assaí (+5,85%) e PRIO (+3%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-10,84%), Cyrela (-6,56% e -5,54%) e MRV (-4,61%).
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