O dólar fechou esta segunda-feira (30) em leve alta de 0,12%, a R$ 5,25. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco no cenário internacional, impulsionado por incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
A Casa Branca indicou que busca um acordo antes de 6 de abril, prazo considerado crítico para eventuais ações militares. Declarações do governo americano indicam que, na ausência de acordo, há possibilidade de ataques a infraestruturas energéticas iranianas, o que mantém o mercado em alerta.
Com a alta desta sessão, o dólar acumula valorização de 2,22% em março. Em 2026, a moeda ainda registra queda de 4,39%.
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Petróleo acima de US$ 100 eleva temor de estagflação
A escalada das tensões geopolíticas mantém o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril. Segundo avaliação de mercado, o foco dos investidores começa a migrar da inflação para a atividade econômica.
O aumento do preço do petróleo pode reduzir o ritmo de crescimento global, elevando o risco de estagflação global — cenário caracterizado pela combinação de inflação elevada com desaceleração da atividade econômica.
No fechamento, o contrato do petróleo WTI para maio subiu 3,25%, a US$ 102,88 por barril, enquanto o Brent para julho avançou 1,96%, a US$ 107,39.
Índice DXY reflete força global do dólar
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu cerca de 0,30% no fim do dia, próximo de 100,5 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Treasuries recuam após fala de Powell
As taxas dos títulos públicos dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, recuaram em bloco. O rendimento do título de dois anos — mais sensível à política monetária — caiu mais de 2,5%.
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou que a política monetária está “bem posicionada” para lidar com os impactos econômicos da guerra.
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BC sinaliza continuidade de cortes de juros
Pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o ambiente atual permite a continuidade da “calibragem” da taxa Selic.
A taxa básica de juros foi reduzida recentemente em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A expectativa predominante é de novo corte da mesma magnitude na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril.











