O dólar fechou esta terça-feira (31) em queda de 1,32%, a R$ 5,18, na mínima da sessão — menor nível desde o último dia 11. O movimento ocorreu diante de expectativas crescentes de redução das tensões no Oriente Médio.
Informações divulgadas pela imprensa internacional indicaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria inclinado a encerrar o conflito. Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país aceitaria interromper as hostilidades caso houvesse garantias contra novas agressões.
Em março, a moeda subiu 0,87%, mas encerrou distante do pico do mês. No ano, o dólar recua 5,65% frente ao real.
- Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.
Petróleo e risco de estagflação
O avanço recente do petróleo também segue no radar dos investidores. Reportagens indicaram que os EUA consideram encerrar a campanha militar mesmo sem a reabertura total do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da oferta global da commodity.
Em fala ao Broadcast, Eduardo Velho, da Equador Investimentos, a manutenção do petróleo acima de US$ 100 por período prolongado pode levar a economia americana a um cenário de estagflação — combinação de inflação elevada com baixo crescimento econômico.
Dólar acompanha melhora do cenário global
Com a redução da aversão ao risco, ativos considerados mais seguros perderam força. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu abaixo dos 100 pontos, atingindo mínima de 99,808. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Fluxo externo
O real também foi favorecido por fatores domésticos. Houve entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira e fluxo comercial acima do padrão para o mês, o que contribuiu para conter a alta do dólar mesmo em meio às tensões geopolíticas.
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
O Citi destaca que a alta do petróleo melhora os termos de troca do Brasil — relação entre preços de exportação e importação —, o que tende a beneficiar o real. Segundo o banco, uma elevação de 35% nos preços da commodity por três meses pode adicionar cerca de US$ 2,5 bilhões ao superávit comercial.











