A Copa do Mundo de 2026 deve repetir o padrão de “duplo impacto” no varejo brasileiro. Em análise, o BTG Pactual afirma que, historicamente, os artigos esportivos são os principais beneficiados, com crescimento de 18% a 25% durante a competição. Para 2026, a estimativa é de que o Grupo SBF (Centauro e Nike) venda cerca de 850 mil camisas licenciadas.
Os setores de alimentos e bebidas também são considerados “vencedores relativos”. O consumo dentro de casa, impulsionado pelas transmissões dos jogos, compensa parte das perdas observadas em outras categorias.
Esse fenômeno não é restrito ao Brasil. Padrões similares de queda no tráfego de ruas comerciais e aumento em vendas de televisores e itens para festas foram observados no Reino Unido e na Europa durante torneios como a Eurocopa.
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Efeito Copa do Mundo nos shopping centers
Por outro lado, o varejo discricionário (itens não essenciais) e os shopping centers são penalizados pelos dias de jogo da Seleção Brasileira. Dados da Cielo e Getnet de torneios passados indicam que as vendas caem entre 10% e 15% quando o Brasil entra em campo.
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A interrupção é causada pela diminuição do fluxo de pessoas em centros comerciais. A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) registrou, em anos anteriores, quedas de até 40% na circulação de pedestres durante o horário das partidas.
Se o Brasil chegar às semifinais, disputará oito partidas. O calendário atual da Copa do Mundo sugere que a seleção jogará mais vezes em dias úteis do que em fins de semana, o que pode ampliar o impacto nas horas de venda.
Estima-se que cada jogo reduza as horas efetivas de comércio entre 30% e 40% em um determinado dia. No mês, esse efeito pode representar uma queda de 1% a 2% nas vendas totais do varejo nacional.











