O mercado de commodities iniciou abril com queda do trigo nos Estados Unidos, movimento que pressionou também o milho e influenciou a dinâmica de outros grãos. A baixa foi associada ao aumento da produção, maior área plantada e exportações mais fracas.
Esse cenário, segundo análise de Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, ampliou a oferta global, o que tende a reduzir preços. Como consequência, o milho acompanhou o movimento e recuou, embora ainda opere dentro de uma faixa estreita de preços.
Segundo Gioielli, o movimento atual mostra que parte dos preços das commodities já incorpora expectativas de inflação, juros elevados e tensões geopolíticas.
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Caso haja resolução rápida de conflitos ou mudança no cenário macroeconômico, pode ocorrer uma realização, termo usado para indicar queda após altas, com investidores encerrando posições e pressionando os preços. Confira a análise na íntegra:
Milho oscila com incertezas sobre safra
O milho segue em consolidação, ou seja, sem tendência definida, variando dentro de um intervalo entre US$ 4,50 e US$ 4,65 por bushel. Esse comportamento reflete equilíbrio entre forças de oferta e demanda.
Gioielli também chamou atenção para os estoques abaixo do esperado. “O milho vem com estoque 5 milhões de toneladas abaixo do esperado pelo mercado”, afirmou.
Segundo análise da StoneX, isso pode indicar uma safra superestimada, o que pode sustentar os preços no curto prazo.
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Soja recua enquanto derivados mostram sinais mistos
No complexo da soja, o óleo registrou queda relevante, enquanto o farelo apresentou leve alta e se manteve acima dos US$ 300 por tonelada. O farelo é um subproduto usado principalmente na alimentação animal.
Já a soja em grão teve leve recuo e segue dentro de um intervalo técnico entre US$ 11,50 e US$ 11,77 por bushel. Esse movimento indica ausência de direção clara, com o mercado aguardando novos fatores.
Outro ponto de atenção é o aumento dos contratos futuros em vencimentos mais longos, como novembro, período em que produtores dos EUA costumam fixar preços. Isso reflete maior atividade de hedge, estratégia usada para proteção contra oscilações.
Boi gordo perde força após sequência lateral
No mercado de boi gordo, os preços permaneceram próximos de R$ 367 por arroba ao longo de vários dias, indicando falta de direção. Diante disso, o analista optou por encerrar posição. “Foi o sexto dia que ele ficou no mesmo patamar, então resolvi sair”, disse Gioielli.
A lateralização prolongada pode indicar perda de força da tendência, levando investidores a reduzir exposição. Novos movimentos dependem de rompimento de níveis técnicos, tanto para alta quanto para queda.
Petróleo oscila com tensão no Oriente Médio
O petróleo apresentou forte volatilidade ao longo do dia. A cotação chegou a cair para US$ 98,35 por barril, mas voltou a subir e passou a operar acima de US$ 100.
O movimento está ligado às tensões no Oriente Médio e à possibilidade de mudanças na política externa dos Estados Unidos. O mercado acompanha declarações de Donald Trump e possíveis desdobramentos envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte global de petróleo.
A incerteza geopolítica influencia diretamente os preços, pois afeta o risco de interrupção na oferta.
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Café tenta recuperação, mas segue sem tendência
O café apresentou oscilações ao longo do dia. O arábica tentou se aproximar dos 300 centavos de dólar por libra-peso, mas não conseguiu sustentar o movimento.
O contrato para setembro, que reflete o período após a colheita, segue dentro de um intervalo próximo de 273 centavos. Esse comportamento indica lateralização, quando o preço se movimenta sem tendência definida.
No caso do robusta, também houve tentativa de alta, mas sem força suficiente para romper níveis mais elevados.











