O dólar fechou esta quinta-feira (2) quase estável, com leve alta de 0,06%, a R$ 5,16. Operadores apontam que o real apresentou resistência mesmo diante do aumento da aversão ao risco no exterior.
O movimento foi influenciado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que frustraram expectativas de um desfecho próximo para o conflito no Oriente Médio. Além disso, a perspectiva de manutenção de juros reais elevados no Brasil também contribui para a atratividade da moeda.
Apesar da leve alta no dia, o dólar encerrou a semana com queda de 1,56%. Em 2026, a moeda registra desvalorização de cerca de 6% frente ao real.
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Dólar ganha força no exterior
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar os 100 pontos, com máxima de 100,263. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Ainda assim, o indicador acumula leve queda na semana. Já os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) recuaram no período, com destaque para a T-note de 10 anos, cujo retorno caiu cerca de 3%.
A queda nos rendimentos ocorre em meio a preocupações com estagflação — combinação de inflação elevada com crescimento econômico fraco — impulsionada pelo aumento dos preços de energia.
Petróleo dispara com tensões geopolíticas
As cotações do petróleo registraram forte alta em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. O contrato do tipo WTI para maio subiu 11,4%, fechando a US$ 111,54 por barril, maior nível desde março. Já o Brent para junho avançou 7,77%, a US$ 109,03.
Notícias sobre negociações entre Irã e Omã para um novo protocolo de navegação no Estreito de Ormuz chegaram a aliviar momentaneamente os mercados, mas não foram suficientes para conter a alta da commodity.
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Discurso de Trump eleva incerteza
Após sinalizações anteriores de que buscaria encerrar o conflito, Donald Trump voltou a adotar um tom mais duro. Em discurso recente, afirmou que os ataques ao Irã podem ser intensificados nas próximas semanas, com foco em infraestrutura energética.
O presidente também indicou que os EUA não dependem de petróleo do Oriente Médio, sugerindo que outros países busquem alternativas ou atuem para reabrir o Estreito de Ormuz.
Analistas avaliam que as declarações trouxeram incerteza aos mercados, sem detalhar um caminho claro para redução dos riscos geopolíticos.











