A Ecopetrol informou nesta terça-feira (7) que afastou o seu diretor-presidente, Ricardo Roa Barragán, em meio a investigações na Colômbia sobre suposto tráfico de influência, concedendo férias e licença não remunerada a partir de hoje.
Segundo comunicado da estatal, Roa ficará de férias até o dia 27 de maio. Na sequência, ele entrará em licença por 30 dias, com previsão de retorno ao cargo no fim de junho.
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Investigação envolve suspeita de influência
A procuradoria-geral da Colômbia apresentou acusações contra Roa em março. O caso apura possível interferência em decisões internas da companhia.
De acordo com os promotores, o executivo teria pressionado a subsidiária Hocol a conceder um projeto de regaseificação à empresa Gaxi ESP.
O ponto central da investigação envolve a relação entre Roa e um executivo ligado à empresa beneficiada, que teria realizado uma transação imobiliária com o presidente da Ecopetrol por valor abaixo do mercado.
O executivo também é investigado pelo Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia por possíveis irregularidades no financiamento da campanha presidencial de 2022, da qual participou como coordenador.
Roa nega as acusações. As investigações não representam condenação e seguem em andamento.
Mudança no comando da estatal
Durante o período de afastamento, o conselho de administração da Ecopetrol nomeou Juan Carlos Hurtado Parra como presidente interino. O executivo atua como vice-presidente de hidrocarbonetos da companhia desde novembro de 2025.
A expectativa é que o retorno de Roa ocorra após as eleições presidenciais na Colômbia. O novo governo poderá indicar mudanças na estrutura de comando da estatal.
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Brava Energia nega negociações com Ecopetrol
A Brava (BRAV3) divulgou fato relevante negando negociações com a Ecopetrol envolvendo aquisição de participação na companhia. A manifestação ocorreu após o Monitor do Mercado indicar que a estatal colombiana poderia apresentar uma oferta pelas ações da empresa.
No comunicado, a Brava afirmou que não há tratativas em andamento com a Ecopetrol no momento. A empresa, no entanto, não comentou eventuais negociações envolvendo acionistas de referência.
O episódio levanta atenção para a forma de comunicação com investidores. A empresa havia sido procurada previamente para comentar o tema, mas optou por não se manifestar antes da publicação da informação.
Nesta terça-feira (7), os papéis BRAV3 operam em forte queda de 4% após a negativa e figura entre as maiores baixas do Ibovespa.











