O dólar fechou esta terça-feira (7) em alta de 0,17% frente ao real, a R$ 5,15, acompanhando a diminuição da percepção de risco no exterior. O comportamento do câmbio seguiu influenciado pelas notícias sobre o conflito no Oriente Médio.
Pela manhã, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevaram a aversão ao risco, com menção à possibilidade de ataques ao Irã caso não haja acordo de cessar-fogo.
No fim da tarde, a percepção de risco diminuiu após o Paquistão solicitar a extensão do prazo para negociações e sugerir a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. Informações indicaram que o país persa estaria disposto a aceitar a proposta.
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Apesar da alta no dia, a divisa acumula queda de 0,46% em abril e recuo de 6,08% no ano.
Real tem desempenho inferior entre emergentes
O real apresentou desempenho inferior ao de outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities. Apenas o peso chileno e o peso argentino registraram perdas maiores no dia.
Segundo operadores, o movimento reflete ajustes após a recente valorização da moeda brasileira, que saiu de cerca de R$ 5,30 em meados de março para a faixa de R$ 5,15 nos últimos dias.
Em fala ao Broadcast, a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, afirmou que a valorização recente do real contribuiu para o movimento de correção. Ela também apontou impacto do chamado “ruído fiscal”.
Dólar global recua com apostas em juros na Europa
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,30% no fim da tarde, aos 99,7 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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O movimento foi influenciado pela valorização do euro e da libra esterlina, diante de expectativas de aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE). O aperto monetário ocorre quando bancos centrais elevam juros para conter a inflação.
Medidas sobre diesel entram no radar
O ruído fiscal está relacionado às medidas do governo para subsidiar o diesel. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo pode chegar a R$ 8 bilhões em dois meses e R$ 31 bilhões em termos anualizados.
A equipe econômica afirma que o impacto será neutro, compensado pelo aumento da arrecadação com a alta dos preços do petróleo.











