A maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) ainda mantém as perspectivas de cortes na taxa de juros em 2026, mesmo diante da elevação dos riscos econômicos provocados pelo conflito no Oriente Médio.
Segundo a ata do Federal Reserve (Fed), divulgada na tarde desta quarta-feira (8), muitos membros avaliam que a redução da taxa depende da trajetória da inflação em direção à meta de 2%. A inflação medida pelo índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) foi de 2,8% em janeiro, enquanto o núcleo — que exclui itens voláteis como alimentos e energia — ficou em 3,1%.
Os dirigentes destacaram que fatores como tarifas comerciais e alta dos preços de energia ainda pressionam os preços no curto prazo. Apesar disso, a expectativa predominante é de desaceleração gradual da inflação ao longo do tempo.
Em relatório, o conflito no Oriente Médio foi apontado como o principal fator de risco. Como resposta, os preços futuros do petróleo chegaram a subir cerca de 50% no período analisado. O banco central norte-americano avalia que combustíveis mais caros podem reduzir o poder de compra das famílias, restringir as condições financeiras e desacelerar a economia global.
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Mercado de trabalho mostra sinais de fragilidade
A ata também indica preocupação crescente com o mercado de trabalho. A taxa de desemprego foi de 4,4% em fevereiro, enquanto a criação de empregos segue em ritmo baixo.
Os dirigentes consideram que os riscos para o emprego estão inclinados para o lado negativo. Ou seja, há maior probabilidade de piora do mercado de trabalho do que de melhora. Também destacaram que, em um cenário de contratações fracas, choques econômicos podem elevar rapidamente o desemprego.
Ata do Fed aponta expansão da economia dos EUA
Apesar das incertezas, o Fed avalia que a economia segue em expansão. O Produto Interno Bruto (PIB) continua crescendo em ritmo sólido, impulsionado pelo consumo das famílias e investimentos, especialmente em tecnologia.
A projeção da equipe técnica indica que o crescimento deve se manter próximo ao potencial até 2028, enquanto a inflação tende a convergir para a meta de 2% até o fim de 2027. Ainda assim, ressalta que os riscos permanecem elevados, especialmente devido à guerra, às condições financeiras e à adoção de novas tecnologias.











