A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil deve atingir 348,4 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa de março do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa alta de 0,7% em relação a 2025 e avanço de 1,2% frente à projeção de fevereiro.
Com o resultado, a safra nacional caminha para um novo recorde da série histórica. A área a ser colhida também aumentou, chegando a 83,2 milhões de hectares, crescimento de 2% na comparação anual.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, apontou Carlos Barradas, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
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Soja lidera produção e bate recorde
A soja segue como principal destaque da safra no Brasil. A produção da oleaginosa está estimada em 173,7 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,6% em relação ao ano anterior. O resultado também representa novo recorde histórico.
O avanço é explicado pelo aumento de 1,0% na área plantada e pela elevação do rendimento médio, que deve crescer 3,6%. O rendimento mede a quantidade produzida por hectare, sendo um indicador de produtividade agrícola.
Entre os estados, o Mato Grosso lidera a produção, com previsão de 50,5 milhões de toneladas. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem na sequência, com o estado gaúcho registrando revisão negativa nas estimativas devido a condições climáticas.
Três culturas concentram produção no Brasil
Arroz, milho e soja representam 92,9% da produção total e 87,6% da área cultivada no país. Na comparação anual, houve aumento na área do milho (3,3%) e da soja (1,0%), enquanto culturas como arroz (-10,1%) e feijão (-3,3%) registraram redução.
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O crescimento da área plantada reflete decisões dos produtores baseadas em preços, custos e condições climáticas, fatores que influenciam a rentabilidade das lavouras.
Centro-Oeste mantém liderança
O Centro-Oeste segue como principal região produtora, com destaque para o Mato Grosso, responsável por 31,0% da produção nacional. Na sequência aparecem Paraná (13,7%) e Rio Grande do Sul (10,8%).
No recorte regional, houve crescimento anual na produção do Sul (7,1%) e do Nordeste (5,6%). Já Centro-Oeste, Sudeste e Norte apresentaram retração na comparação com 2025.











