A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) avançou 2,94% de março para abril, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta quarta-feira (15). No mês anterior, o indicador havia recuado 0,24%.
O resultado ficou acima das estimativas do mercado, que iam de 1% a 2,73%. No ano, o índice acumula alta de 2,57%. Em 12 meses, o avanço é de 0,56%.
A alta mensal da inflação foi concentrada no atacado, medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que subiu 3,81% de março para abril. Segundo Matheus Dias, economista da FGV, o avanço reflete impactos do conflito no Oriente Médio.
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Para ele, os efeitos extrapolam os derivados de petróleo e atingem insumos importantes de diversos setores, como o ácido sulfúrico e os adubos ou fertilizantes, cujos preços registraram elevações de 29% e 6,8%, respectivamente.
“Além disso, fatores sazonais também pressionaram o setor agropecuário, com o tomate apresentando aumento em torno de 20%, tanto no IPA quanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10)”, completou.
Gasolina impulsiona inflação ao consumidor
A inflação ao consumidor também ganhou força. O IPC-10 subiu 0,88% em abril, após variação de 0,03% em março. O principal vetor foi a gasolina, que registrou aumento de 6,38% e teve o maior impacto individual no índice.
Em relação ao mês anterior, sete das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas:
- Transportes (de 0,06% para 2,31%);
- Alimentação (de 0,37% para 1,41%);
- Educação, Leitura e Recreação (de -2,16% para -0,60%);
- Vestuário (de 0,07% para 0,40%);
- Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,31%);
- Despesas Diversas (de 0,88% para 1,10%);
- Habitação (de 0,31% para 0,35%).
A taxa foi mais branda apenas em Comunicação (de 0,11% para 0,03%).
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Custos mais altos impactam construção
Segundo a FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,88% em abril, acima dos 0,29% registrados em março. O movimento reflete o encarecimento tanto de materiais e equipamentos quanto da mão de obra.
O índice que representa o custo de materiais, equipamentos e serviços saiu de um aumento de 0,28% em março para um avanço de 0,96% em abril. Já o custo da mão de obra atingiu 0,77% em abril, após aumento de 0,31% em março.











