O dólar fechou esta quarta-feira (15) em leve queda de 0,03% frente ao real, a R$ 4,99, chegando ao sexto recuo seguido. A falta de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir o interesse por moedas de países emergentes, como o real.
Segundo operadores, investidores aguardam novos fatores que justifiquem aumento de exposição à moeda brasileira, especialmente após o dólar romper o nível de R$ 5 e acumular queda de 3,60% em abril.
- Está com dúvidas sobre suas finanças? Fale agora com a Clara, a assistente virtual do Monitor do Mercado. Iniciar conversa
Geopolítica segue no radar
O noticiário internacional continuou influenciando o comportamento do câmbio. A Casa Branca negou informações sobre um possível pedido de extensão de cessar-fogo ao Irã e indicou que novas negociações devem ocorrer em Islamabad, com mediação do Paquistão.
Declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, apontaram que o conflito estaria próximo do fim, mas autoridades de Israel descartaram cessar-fogo com o Líbano e indicaram continuidade das ações militares.
Fluxo cambial
Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial total foi negativo em US$ 1,303 bilhão na primeira semana de abril, entre os dias 6 e 10. No período, houve saída líquida de US$ 1,066 bilhão pelo canal financeiro, que engloba investimentos estrangeiros em ações e títulos.
No acumulado do mês até o dia 10, o saldo também foi negativo, em US$ 750 milhões, com retirada de US$ 678 milhões no segmento financeiro.
Dólar também oscila pouco no exterior
No cenário internacional, o dólar apresentou variações limitadas frente a outras moedas fortes, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, operou de lado durante o dia e registrava leve queda no fim da tarde, próximo dos 98 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
Entre as principais moedas, o iene teve valorização de cerca de 0,10% frente ao dólar, em meio a relatos de diálogo entre autoridades japonesas e americanas sobre políticas cambiais.
Já entre moedas emergentes, o peso colombiano apresentou queda superior a 1%, enquanto peso mexicano e peso chileno mostraram estabilidade.











