O dólar fechou esta quinta-feira (16) praticamente estável, com leve alta de 0,01% frente ao real, a R$ 4,99 — encerrando a sequência de cinco quedas seguidas. Segundo operadores, o câmbio voltou a apresentar liquidez reduzida, enquanto investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.
Apesar de algum alívio recente na aversão ao risco, o ambiente internacional segue marcado por incertezas. Em fala ao Broadcast, Eduardo Aun, gestor da AZ Quest, avalia que a recente valorização do real já reflete parte desse movimento.
Segundo ele, ainda há dúvidas sobre a evolução dos conflitos no Oriente Médio, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo mantém os preços pressionados.
Hoje, o petróleo do tipo WTI subiu 3,72%, a US$ 94,69 o barril, enquanto o Brent avançou 4,7%, a US$ 99,39.
Juros elevados sustentam o real
O real segue apoiado pela estratégia conhecida como carry trade. Nesse tipo de operação, investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam em economias com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganho com a diferença de juros.
Declarações de Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, reforçaram a percepção de que não há espaço para acelerar o ritmo de cortes da taxa Selic.
Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar os 98 pontos ao longo do dia. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Mesmo com o avanço global da moeda americana, divisas latino-americanas mostraram estabilidade.











