O dólar fechou esta sexta-feira (17) em queda de 0,19% frente ao real, a R$ 4,98. O movimento ocorreu após o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, que diminuiu preocupações sobre a oferta global de petróleo e sobre os conflitos no Oriente Médio.
Apesar do cenário externo mais favorável, o real teve desempenho limitado. O movimento foi influenciado por uma rotação de posições entre moedas de países emergentes, com redução da exposição a divisas ligadas ao petróleo.
Além disso, houve saída de recursos da bolsa brasileira, acompanhando a queda das ações da Petrobras. Outras moedas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano, avançaram mais de 0,80% no dia.
- Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.
Na semana, o dólar recuou 0,56%, acumulando perda de 3,77% em abril. Em 2026, a moeda americana apresenta queda de 9,21% frente ao real.
Petróleo despenca com alívio no conflito
A diminuição das tensões no Oriente Médio provocou forte queda nos preços do petróleo. O contrato do WTI para maio recuou 9,41%, a US$ 82,59 por barril. Já o Brent para junho caiu 9,06%, a US$ 90,38 por barril.
A queda do petróleo contribuiu para reduzir expectativas de inflação, abrindo espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Atualmente, a taxa básica dos EUA está entre 3,5% e 3,75%. Ferramenta do CME Group indicava probabilidade superior a 50% de redução dos juros até dezembro.
Dólar opera estável no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo da estabilidade no fim da tarde, na faixa dos 98 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
Na semana, o índice acumula queda de cerca de 0,50%. No mês, o recuo supera 1,60%.











