O dólar fechou esta segunda-feira (20) em queda de 0,18%, a R$ 4,97 — menor valor de fechamento em dois anos. A desvalorização foi impactada pela retomada das tensões no Oriente Médio, que elevou a cautela dos investidores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. Como reflexo, o preço do barril subiu mais de 5%, alcançando US$ 95, após o Irã retomar restrições na região no fim de semana.
Além disso, segundo avaliação de agentes do mercado, o real tem apresentado menor volatilidade mesmo diante de eventos geopolíticos. Isso indica que a moeda brasileira tem reagido com maior estabilidade a choques externos recentes.
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Juros e inflação continuam no radar
O cenário doméstico também segue influenciando o câmbio. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), apontou aumento nas expectativas de inflação para os próximos anos.
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta. Para 2027, a estimativa avançou para 3,99%. Já as projeções para 2028 e 2029 foram mantidas em 3,60% e 3,50%, respectivamente.
Dólar no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava em leve queda no fim da tarde, na faixa dos 98 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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