O dólar fechou esta quarta-feira (22) estável, a R$ 4,97. Segundo operadores, a alta do petróleo no mercado internacional ajudou a sustentar o real, mesmo em um ambiente de valorização global do dólar e queda da Bolsa brasileira.
A valorização do barril do tipo Brent, acima de US$ 100, favorece economias exportadoras de commodities, como o Brasil. Esse efeito ocorre por meio dos chamados termos de troca, indicador que mede a relação entre os preços de exportação e importação de um país.
Além disso, a alta da commodity reduz a percepção de espaço para cortes na taxa Selic. A manutenção de juros elevados no Brasil, em comparação com outras economias, continua atraindo capital estrangeiro.
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Brasil ganha destaque entre emergentes
Relatos de encontros realizados durante reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que investidores mantêm visão positiva sobre mercados emergentes. O Brasil aparece como alternativa de investimento tanto em renda fixa quanto em moeda, impulsionado por fatores como:
- Exportação líquida de petróleo;
- Matriz energética diversificada;
- Distância de conflitos geopolíticos;
- Posição diplomática neutra.
Dólar forte no exterior limita queda
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta ao longo do dia. O movimento foi influenciado pela perda de força do euro. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Apesar disso, o indicador ainda registra queda superior a 1% em abril, indicando perda de força da moeda americana no mês.











