As vendas do varejo físico cresceram 3,3% de fevereiro para março, impulsionadas por segmentos que dependem de financiamento, como veículos e materiais de construção, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian.
Nos chamados bens duráveis, o setor de “Veículos, Motos e Peças” registrou alta de 12,2% no mês, enquanto “Material de Construção” avançou 2,2%.
Para Camila Abdelmalack, economista-chefe da companhia, os resultados indicam maior disposição do consumidor para assumir crédito, mesmo em um ambiente de juros elevados — 14,75% ao ano.
O segmento de “Combustíveis e Lubrificantes”, que cresceu 5,1% em março, sofreu com o aumento dos preços internacionais do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio. “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” apresentaram crescimento mais moderado (+0,3%).
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Por outro lado, setores ligados ao consumo essencial, como “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” e “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios”, registraram retração de 1% e 0,9%, respectivamente.
Veículos também lideram crescimento anual do varejo
Na comparação anual, as vendas no varejo brasileiro avançaram 3,9%. O resultado, no entanto, sofre influência do chamado efeito calendário. Em 2025, o Carnaval aconteceu em março, reduzindo o ritmo de atividades econômicas.
Entre os setores, os destaques na comparação com março do ano anterior foram:
- “Veículos, Motos e Peças”: +26%;
- “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática”: +3,3%;
- “Material de Construção”: +2,6%;
- “Combustíveis e Lubrificantes”: +2,3%.
Já os segmentos de consumo essencial tiveram crescimento mais contido. “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” subiram 0,7%, enquanto “Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios” tiveram alta de 0,5%.











