O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (23) em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, atingindo o menor nível de fechamento desde 8 de abril. Depois que atingiu seu recorde, no último dia 14, o índice registrou apenas uma alta leve (+0,20%).
Segundo analistas, a piora ocorreu após declarações de autoridades em Israel indicando risco de retomada do conflito no Oriente Médio. A possibilidade de escalada nas tensões elevou a aversão ao risco no mercado financeiro.
A incerteza sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã também reforça preocupações com o fornecimento de petróleo, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, responsável pelo transporte de 20% da commodity no mundo.
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Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, o movimento recente reflete uma correção após forte valorização. Segundo ele, o Brasil continua atraente para investidores estrangeiros devido aos múltiplos das empresas, que indicam o nível de preço em relação aos lucros.
Na semana, o Ibovespa acumula perda de 2,23%. Apesar da queda recente, a Bolsa ainda sobe 2,09% no mês e acumula alta de 18,78% no ano.
Destaques do Ibovespa
No setor financeiro, os recuos variaram de 0,83% (Santander Unit) a 2,16% (Bradesco PN). A Vale, ação com maior peso no índice, caiu 1,43%.
A Petrobras foi exceção no movimento de queda, acompanhando a valorização do petróleo, que registrou alta próxima de 3% e avançou pela quarta sessão consecutiva. Os papéis subiram 1,13% (ON) e 1,36% (PN).
Entre as maiores altas do dia ficaram Hapvida (+5,14%), Azzas (+2,33%) e WEG (+1,86%). Já entre as quedas, ficaram C&A (-5,85%), Vamos (-5,68%) e Braskem (-5,01%).
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