A parcela da população brasileira considerada investidora atingiu 36% em 2025, o que representa cerca de 60,6 milhões de pessoas. O dado faz parte da 9ª edição do Raio-X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha.
Nos últimos cinco anos, o hábito de economizar cresceu no país. O percentual de brasileiros que conseguiram guardar algum dinheiro subiu de 27%, em 2021, para 33% em 2025.
Para 2026, a projeção da Anbima aponta um saldo de 8,7 milhões de novos investidores, caso as intenções de início de aplicações se concretizem. O número é resultado do contingente de 8% (14,5 milhões) que investem, mas devem deixar de investir neste ano, enquanto 14% (23,2 milhões) não aplicam, mas querem começar.
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O relatório apresenta, ainda, que a média de idade do investidor brasileiro é de 43 anos, com equilíbrio nos percentuais de investidores em todas as faixas etárias:
- 36% pertencem à geração Z (16 a 29 anos em 2025)
- 38% são millennials (30 a 44 anos)
- 35% estão na geração X (45 a 64 anos)
- 33% são Boomers+ (65 anos ou mais)
Títulos privados ganham mercado entre investidores
A caderneta de poupança continua sendo o produto financeiro mais utilizado, presente na carteira de 22% da população total. Entre quem já investe, porém, o produto perdeu espaço nos últimos cinco anos, caindo de 75% de preferência em 2021 para 61% em 2025.
Em contrapartida, os títulos privados apresentaram crescimento consistente. Esse grupo inclui ativos como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio).
O uso desses ativos entre investidores saltou de 8% para 20% no período analisado. O retorno financeiro é o principal motivo de escolha para 53% dos usuários desses títulos.
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Segundo Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, a cultura de investimentos tem avançado consistentemente no Brasil, mas ainda há espaço para inclusão financeira.
“Embora as pessoas estejam mais atentas às possibilidades de investimento e busquem retorno e segurança para suas economias, persistem barreiras importantes para transformar o dinheiro poupado em investimentos. Nesse contexto, informação de qualidade, educação financeira e confiança seguem sendo decisivas”, afirma.
Digitalização nos investimentos
A forma como o brasileiro investe tornou-se majoritariamente digital. O uso de meios online para aplicações subiu de 49% para 63% em cinco anos. Atualmente, 46% dos investidores utilizam o aplicativo do banco para operar suas finanças.
A pesquisa registrou, pela primeira vez, o uso de assistentes de inteligência artificial (IA) como fonte de informação financeira. Cerca de 9% das pessoas que investem recorrem a essas ferramentas, superando canais tradicionais como rádio e e-mail. Na Geração Z (16 a 29 anos), esse índice chega a 17%.

O impacto das apostas online para investidores
Segundo o relatório, as apostas online, conhecidas como bets, são praticadas por 17% da população brasileira. O gasto médio mensal dos apostadores é de R$ 195,15.
Um dado identificado pela Anbima é a confusão entre apostas e investimentos. Cerca de 20% dos apostadores declararam considerar as bets uma forma de investir ou de juntar dinheiro. Entre os motivos para apostar, 39% citam a chance de ganhar dinheiro rápido em momentos de necessidade.
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O indicador de tendência ao vício em apostas, calculado pela segunda vez no Raio X, seguiu estável, com a parcela de apostadores com alto nível de risco de vício somando 11%.
Reserva de emergência é mais comum para Geração Z
A capacidade de lidar com imprevistos financeiros varia conforme a idade. A Geração Z é a que mais possui algum dinheiro guardado, com apenas 17% declarando não ter reserva. Contudo, 57% desses jovens possuem recursos que durariam menos de seis meses.
Os Boomers (65 anos ou mais) apresentam maior vulnerabilidade: quase metade (50%) não possui qualquer reserva de emergência. Na população geral, 31% dos brasileiros estão totalmente desprotegidos contra gastos inesperados.











