As ações da Usiminas (USIM5) lideram o Ibovespa nesta sexta-feira (24), com alta de 7,07% (R$ 7,72), após a companhia reportar lucro líquido de R$ 896 milhões no primeiro trimestre, alta de 166% na comparação anual.
O Ebitda ajustado somou R$ 653 milhões, queda de 11% na mesma base. A receita líquida totalizou R$ 5,87 bilhões, recuo de 14%. O resultado foi influenciado por mudanças na dinâmica do mercado de aço no Brasil, com impacto de medidas antidumping e variações cambiais.
A divisão de aço foi o principal destaque operacional. O Ebitda do segmento atingiu R$ 544 milhões, com avanço relevante na comparação trimestral. A melhora foi impulsionada por redução de custos, ganhos de eficiência e impacto da valorização do real, que reduz despesas atreladas ao dólar.
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O custo por tonelada caiu 1,8% no período. Já a receita por tonelada avançou, influenciada por preços mais altos e maior participação do setor automotivo no mix de vendas.
“Diante da perspectiva de mudança de cenário, os importadores reagiram, internalizando um volume expressivo de aço no mês de fevereiro, buscando garantir condições comerciais anteriores à vigência das novas tarifas”, afirma a companhia na carta divulgada junto ao balanço.
Tarifas antidumping pressionam Usiminas
A companhia afirma que o trimestre foi marcado pela aplicação de tarifas antidumping sobre importações de aço laminado a frio e revestido.
Antes da entrada em vigor das medidas, importadores anteciparam compras e elevaram os estoques no país. Esse movimento pressionou o mercado no curto prazo.
Segundo a empresa, a tendência é de normalização nos próximos meses, à medida que os estoques sejam reduzidos e o novo custo de importação passe a valer integralmente. Isso pode abrir espaço para recuperação gradual da produção doméstica.
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Mineração recua com impacto de chuvas
Na mineração, o desempenho foi mais fraco. A produção somou 1,9 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual.
O resultado foi impactado por chuvas mais intensas, que afetaram a eficiência operacional e o processamento do minério. O Ebitda do segmento ficou em cerca de R$ 110 milhões, abaixo das estimativas de mercado.
Bancos veem melhora operacional da Usiminas
O Citigroup avaliou que os resultados vieram acima das estimativas, com recuperação de rentabilidade impulsionada pela siderurgia. O banco apontou que o Ebitda superou projeções e indicou melhora na margem, refletindo queda de custos e efeito cambial.
Já o Itaú BBA destacou a recuperação sequencial do Ebitda, com avanço da margem para 11,1%, puxado pelo segmento de aço.
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Perspectivas para o próximo trimestre
Para o segundo trimestre, a companhia espera volumes estáveis na siderurgia, com aumento de custos pressionados por matérias-primas, energia e fretes.
Na mineração, a expectativa é de maior volume, com custos mais altos ligados ao transporte marítimo. Considerando as duas divisões, a empresa projeta estabilidade no Ebitda ajustado consolidado.
A Usiminas avalia que o ambiente econômico permanece desafiador, com impacto de fatores como preços de energia, inflação e juros. A companhia também cita riscos nas cadeias globais de suprimento, especialmente no transporte marítimo, como ponto de atenção para os próximos meses.











