O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1 ponto de março para abril, subindo pelo segundo mês seguido e atingindo 89,1 pontos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na média móvel trimestral, que suaviza oscilações de curto prazo, o índice subiu 0,6 ponto.
Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, afirma que a alta foi puxada principalmente pela melhora na avaliação do momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,1 pontos, para 85,3 pontos.
Dentro do indicador, a avaliação sobre a situação financeira das famílias avançou 3,9 pontos, para 76 pontos, alcançando o maior nível em mais de 6 anos — desde fevereiro de 2020. Já a percepção sobre a economia local atual subiu 0,3 ponto, para 95 pontos.
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Fatores como inflação mais baixa e mercado de trabalho aquecido contribuíram para uma visão menos negativa por parte dos consumidores.
A alta foi mais leve no Índice de Expectativas (IE), que teve alta de 0,2 ponto, para 92,3 pontos. Entre os componentes, a expectativa sobre a situação financeira futura das famílias subiu 0,9 ponto, para 90,3 pontos, enquanto a perspectiva sobre a economia local futura ficou estável em 105,5 pontos.
Renda mais baixa lidera avanço da confiança do consumidor
A melhora da confiança foi mais intensa entre as famílias de menor renda.
- Até R$ 2.100: alta de 3,4 pontos;
- De R$ 2.100,01 a R$ 4.800: alta de 1,0 ponto;
- De R$ 4.800,01 a R$ 9.600: queda de 0,4 ponto;
- Acima de R$ 9.600: recuo de 0,7 ponto.
Segundo Gouveia, medidas como a isenção do imposto de renda podem ter gerado alívio pontual para as famílias de menor renda.











