A cidade de Lopburi na Tailândia é um lugar onde a linha entre humanos e a vida selvagem desapareceu. Conhecida internacionalmente, a cidade é dominada por milhares de macacos que ocupam templos históricos do século XIII, criando o polo mais intenso de interação animal do país.
Como a colônia de macacos passou a dominar o centro histórico?
Os macacos-caranguejeiros habitam a região há séculos, vivendo ao redor do antigo templo Khmer Phra Prang Sam Yot. Com a expansão urbana de Lopburi, em vez de serem expulsos, os animais adaptaram-se à cidade, tomando conta de fios elétricos, telhados e cruzamentos de trânsito.
No hinduísmo e no budismo, os macacos são associados à divindade Hanuman, o que lhes garante proteção religiosa por parte da população. A Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) promove o local como uma fusão singular entre religiosidade ancestral e vida urbana.

Por que os moradores oferecem banquetes gigantes aos primatas?
Todo mês de novembro, a cidade realiza o “Festival do Banquete dos Macacos” (Monkey Buffet Festival). Moradores preparam toneladas de frutas, arroz e doces nas ruínas do templo para alimentar a colônia. O evento é uma forma de agradecimento, pois os primatas atraem milhares de turistas anualmente.
Para destacar os cuidados necessários neste tipo de turismo de contato, comparamos a dinâmica de Lopburi com a observação de primatas na natureza selvagem:
| Dinâmica de Interação | Lopburi (Macacos Urbanos) | Safári / Floresta (Macacos Selvagens) |
| Comportamento Animal | Extremamente ousado, furtam objetos | Arisco, foge da presença humana |
| Ambiente de Contato | Meio urbano, templos e trânsito | Matas isoladas e áreas de conservação |
| Nível de Atenção Exigido | Máximo (risco de arranhões e furtos) | Alto (observação passiva à distância) |
O que os dados culturais revelam sobre este polo turístico?
Apesar do fascínio, a convivência não é pacífica. Gangues rivais de macacos disputam territórios específicos na cidade (como o cinema abandonado e o templo principal), frequentemente parando o trânsito com suas brigas. Os comerciantes locais precisam instalar grades de metal pesado para proteger suas lojas.
Para orientar mochileiros e entusiastas da cultura asiática, organizamos os fatos centrais sobre a dinâmica desta cidade histórica:
- Principal Templo: Phra Prang Sam Yot (Templo Khmer do século XIII).
- Espécie Predominante: Macaco-cinomolgo (Macaco-caranguejeiro).
- Localização: Cerca de 150 km ao norte da capital, Bangkok.
- Economia Local: Fortemente dependente da venda de alimentos turísticos para os animais.
Quais os cuidados ao visitar os templos do século XIII?
Os turistas devem entrar na cidade preparados. É altamente recomendável não carregar óculos de sol frouxos, chapéus, garrafas de água ou comida aparente, pois os macacos aprenderam a furtar rapidamente qualquer objeto que considerem interessante.
Manter a distância segura e não sorrir mostrando os dentes (o que na linguagem dos primatas é um sinal de agressão) são dicas essenciais de sobrevivência urbana em Lopburi. Caso ocorra um arranhão ou mordida, a busca por atendimento médico para vacinação antirrábica deve ser imediata.
Para entender como a convivência entre humanos e animais pode moldar a rotina de uma cidade inteira, escolhemos este registro do canal Diego Costalonga. O viajante mostra visualmente Lopburi, na Tailândia, onde milhares de macacos ocupam templos antigos e ruas comerciais, criando uma dinâmica urbana única e cheia de situações curiosas:
Como o governo tailandês gerencia a superpopulação animal?
Nos últimos anos, a população primata ultrapassou o limite sustentável, causando danos ao patrimônio histórico e transtornos severos aos cidadãos. O Departamento de Parques Nacionais da Tailândia iniciou programas de esterilização em massa e realocação para tentar frear a expansão das tropas urbanas.
Visitar a cidade de Lopburi é uma experiência caótica e memorável. É o retrato de um país onde a crença religiosa permitiu que a natureza retomasse o concreto, gerando um espetáculo de coexistência que desafia a lógica das cidades modernas.











