O dólar fechou esta segunda-feira (27) em queda de 0,32%, a R$ 4,98 — segundo dia consecutivo abaixo de R$ 5. O movimento ocorre em meio à alta dos preços do petróleo e à expectativa em torno da superquarta (29).
A expectativa é que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros inalterados, enquanto o Banco Central (BC) do Brasil reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Esse cenário mantém o diferencial de juros entre Brasil e economias avançadas.
A diferença entre os juros é um dos fatores que sustentam o chamado carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
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Além disso, fatores internos, como o programa de renegociação de dívidas, conhecido como “Desenrola 2.0”, têm tido impacto limitado no câmbio no curto prazo, com o mercado mais atento ao cenário internacional, segundo analistas.
Atuação do Banco Central
O Banco Central realizou leilão de rolagem de swaps cambiais, vendendo 30 mil contratos, equivalentes a US$ 1,5 bilhão, de uma oferta total de 50 mil contratos.
A menor demanda por esses contratos indica redução na busca por proteção cambial, que permite ao BC diminuir sua posição no mercado sem pressionar a taxa de câmbio.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, apresentou leve recuo, ficando ao redor de 98,490 pontos no fim da tarde. No mês, o indicador acumula queda superior a 1,30%. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Entre moedas de países exportadores de commodities, o real, o dólar australiano e o dólar canadense registraram desempenho positivo na sessão.











