O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,5% ao ano. Foi a primeira sequência de quedas desde março de 2024. A decisão unânime foi anunciada na noite desta “superquarta” (29).
De acordo com o relatório, a manutenção refletiu em um ambiente marcado por incertezas no cenário internacional, especialmente em relação à duração e aos efeitos dos conflitos no Oriente Médio, e inflação alta no Brasil.
Tanto as expectativas para 2026 (4,9%) como 2027 (4%), contabilizadas pelo Boletim Focus, estão acima da meta estabelecida pelo Banco Central (BC) — de 3%. Já a projeção do próprio Copom para o quarto trimestre de 2027 é de 3,5%.
Além disso, no comunicado, o BC afirmou que a manutenção prolongada de juros elevados já produziu efeitos, abrindo espaço para cortes na política monetária.
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Selic: análise de especialistas
Para André Penichi, advogado especializado em Direito Tributário e Investimentos, a redução tem um caráter mais sinalizador do que transformacional neste momento. A taxa ainda permanece alta em termos reais, mantendo o crédito caro e a economia em ritmo moderado.
Bruna Centeno, sócia e economista da Blue3 Investimentos, reforça os efeitos da guerra no Oriente Médio, a inflação alta e as perspectivas de juros indicavam um corte de 0,25 p.p., também reforçando que a redução é muito mais comportamental do que, de fato, estrutural.
Ela também afirmou que, “depois da reunião de março, realizada em um momento em que as tensões envolvendo a guerra passaram por uma intensificação, o mercado já sabia que um corte mais agressivo de juros estaria totalmente descartado”.











