O dólar fechou esta superquarta (29) em alta de 0,39% frente ao real, a R$ 5. O movimento ocorreu após a comunicação mais conservadora do Federal Reserve (Fed) e a intensificação das incertezas geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Durante a sessão, o banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado.
Em sua coletiva de despedida, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que o conflito no Irã eleva o nível de incerteza global e mantém pressões inflacionárias. Também afirmou que os preços de energia ainda não atingiram seu pico.
Após o comunicado, investidores passaram a projetar a retomada do ciclo de cortes de juros apenas em dezembro de 2027.
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Tensão no Oriente Médio pressiona mercados
O cenário geopolítico também influenciou o câmbio. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicaram que um eventual acordo com o Irã ainda está distante. Além disso, há expectativa de manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz.
Com isso, os preços do petróleo avançaram mais de 5%:
- WTI para junho: US$ 106,88 por barril
- Brent para julho: US$ 110,44 por barril
Caged surpreende, mas não afeta o câmbio
No Brasil, houve criação de 228.208 vagas formais de trabalho em março, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado superou as projeções de mercado, que indicavam até 220 mil vagas.
Apesar do impacto nos juros futuros, o dado não teve efeito relevante sobre o câmbio.
Dólar sobe no exterior
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançava 0,21%. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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