As ações da Suzano (SUZB3) lideram as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (30) em queda de 1,82% (R$ 44), após o lucro líquido da companhia recuar 32% no primeiro trimestre para R$ 4,312 bilhões.
Às 14h10, o principal índice brasileiro conta apenas com quatro papéis em baixa, refletindo no bom humor externo, são eles: PETR3 (-0,68%), PETR4 (-0,51%) e SLCE3 (-0,06%). O Ibovespa avança 1,31%, aos 187.164,99 pontos.
No período, a receita líquida da empresa somou R$ 10,968 bilhões, um recuo de 5% em relação ao ano anterior. Já o EBITDA ajustado — sigla em inglês para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — foi de R$ 4,580 bilhões, queda de 6% na base anual.
Analistas do Itaú BBA classificaram o balanço como “fraco”, destacando que o EBITDA ficou abaixo do consenso do mercado. Já o Citi considerou o resultado “neutro”, apontando que a boa execução operacional foi anulada pelo cenário econômico desfavorável.
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Impacto do câmbio e sazonalidade nos resultados da Suzano
O desempenho foi afetado principalmente pela valorização do real frente ao dólar. Como a Suzano é uma grande exportadora, ela recebe em moeda estrangeira. Quando o real está mais forte, a conversão desses valores para a moeda brasileira resulta em um montante menor no balanço.
Outro fator relevante foi a sazonalidade, que fez com que os volumes exportados para a Ásia e América do Norte caíssem, totalizando 2.835 mil toneladas no primeiro trimestre.
Os volumes de vendas de celulose caíram 17% em relação ao quarto trimestre de 2025. Esse movimento foi influenciado também por paradas programadas de manutenção, que ocorrem quando as fábricas interrompem a produção para reparos técnicos.
Custo de produção e cenário externo
O custo caixa de produção de celulose, que indica o gasto direto para produzir uma tonelada de produto sem considerar as paradas, ficou em R$ 802. O valor é 3% maior que no trimestre anterior, pressionado pelos custos de madeira e insumos.
A companhia destacou que o cenário geopolítico, especialmente o conflito entre Irã e Estados Unidos, trouxe volatilidade aos preços de energia e custos logísticos.
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Para se proteger dessas variações, a Suzano utiliza o hedge. No primeiro trimestre, a companhia obteve R$ 48 milhões de ajuste de caixa positivo de seu portfólio de proteção, mitigando a pressão dos custos.
A alavancagem da companhia, que mede a relação entre a dívida líquida e o EBITDA, subiu para 3,3 vezes em dólares. Em termos simples, esse indicador mostra quantos anos de lucro seriam necessários para pagar a dívida total da empresa.











