O dólar fechou esta quinta-feira (30) em queda de 0,98% frente ao real, a R$ 4,95, no menor valor de fechamento desde 7 de março de 2024. O movimento ocorreu mesmo sem avanços concretos nas negociações de paz no Oriente Médio, com investidores voltando a buscar ativos de maior risco.
Segundo operadores, o movimento da moeda brasileira acompanhou o comportamento de outras moedas, como o peso chileno, o rand sul-africano e o dólar australiano. O iene japonês também registrou valorização, subindo cerca de 2,5%, em meio à possibilidade de intervenção do banco central do Japão no mercado cambial.
Além do cenário externo, o real segue apoiado pelo diferencial de juros. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,5% ao ano.
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Em abril, o dólar apresentou desvalorização de 4,36%. No ano, a moeda norte-americana recua 9,77% frente ao real.
Perspectivas para juros e câmbio
Em relatório, o Bradesco projeta que, apesar de dados do mercado de trabalho divulgados mostram resiliência da economia, o Copom deve manter o ritmo de redução da Selic em 0,25 p.p. nas próximas reuniões, com a taxa encerrando o ano em 12,75%.
Para o câmbio, estima-se que o dólar deve oscilar em torno de R$ 5 até o fim de 2027, influenciado por um movimento global de realocação de portfólios em direção a mercados emergentes. As informações são do Broadcast.
Dólar recua fortemente no exterior
Durante a sessão, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou e chegou a se aproximar do nível de 98 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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