O dólar à vista encerrou o dia em alta moderada, consolidando-se nos últimos momentos de negociação, em um cenário marcado por volatilidade e preocupações com as taxas dos Treasuries e as perdas no Ibovespa. A moeda oscilou entre R$ 4,9547 e R$ 4,9947, fechando a sessão em R$ 4,9837, atingindo seu maior valor de fechamento desde 16 de agosto, com um avanço de 0,17%.
Investidores adotaram uma postura cautelosa na véspera do feriado do Dia da Independência, quando não haverá negociações no mercado local.
Fortalecimento do dólar no cenário global
No cenário internacional, o dólar americano continuou se fortalecendo em relação à maioria das moedas emergentes e de países exportadores de commodities, devido à expectativa de que a política monetária dos Estados Unidos permanecerá restritiva por mais tempo. Indicadores econômicos superiores ao esperado nos EUA e o aumento contínuo do preço do petróleo nos mercados internacionais sinalizam desafios crescentes no controle da inflação.
Surpresas nos indicadores econômicos dos EUA
O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços dos Estados Unidos, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), apresentou uma surpreendente alta de 52,7 em julho para 54,5 em agosto, superando as expectativas dos analistas que previam uma queda para 52,4. No entanto, o Livro Bege do Fed mostrou moderação no crescimento e na inflação, destacando ainda um mercado de trabalho apertado e aumento de custos.
Novos aumentos nas taxas de juros nos EUA
A presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Colins, reforçou a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros para atingir as metas de inflação e manter uma política monetária restritiva. Ela demonstrou otimismo quanto a uma desaceleração ordenada da economia americana.
Cenário internacional e commodities
No mercado internacional, o índice DXY registrou uma ligeira alta, chegando a ultrapassar os 105.000 pontos. As taxas dos títulos de 2 anos e 10 anos também alcançaram máximas significativas. O contrato do petróleo Brent para novembro fechou com um aumento de 0,62%, chegando a US$ 90,60 por barril, retornando aos níveis observados em 2022.
Moedas emergentes e redução da taxa chilena
Em relação a outras moedas, o peso mexicano teve uma queda de cerca de 1,0%, enquanto o peso chileno se recuperou com um ganho de aproximadamente 0,20%. Isso ocorreu após o Banco Central do Chile reduzir sua taxa básica em 75 pontos-base, para 9,50% ao ano, como parte do ciclo de afrouxamento iniciado em julho, quando a redução foi de 100 pontos-base.
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