As ações da CVC (CVCB3) disparam 19,69% (R$ 2,31) nesta segunda-feira (4), liderando os ganhos da Bolsa, após notícias sobre uma possível oferta envolvendo a dona da Decolar.
Neste domingo, em sua coluna no jornal O Globo, Lauro Jardim publicou que a Prosus, controladora da Despegar — que opera no Brasil como Decolar — avaliaria uma proposta de consolidação com a CVC.
- Fale agora com a Clara, nossa atendente virtual, e tire suas dúvidas sobre investimentos e imóveis: Iniciar conversa
CVC nega negociação, mas investidores apostam alto
Em comunicado enviado à CVM nesta manhã, a CVC informou que não recebeu proposta ou comunicação sobre uma eventual oferta pública de aquisição (OPA). A empresa afirmou que avalia oportunidades estratégicas, mas negou qualquer negociação em andamento.
Segundo Lauro Jardim, uma eventual OPA poderia ocorrer a cerca de R$ 3,30 por ação, o que implicaria em um prêmio de mais de 70% em relação ao fechamento do último pregão na quinta-feira (30).
Outras possibilidades mencionadas incluem a venda de ativos específicos da CVC, como operações na Argentina e a unidade de viagens corporativas.
Citi aponta sinergias em possível negociação
O Citigroup afirma que uma combinação entre CVC e Decolar já é discutida pelo mercado, devido à complementaridade dos modelos de negócio.
Enquanto a CVC tem presença relevante em canais físicos, a Decolar atua com foco digital. A CVC também possui operação B2B, voltada para vendas entre empresas, que representa parte relevante das reservas.
Apesar do potencial de sinergias, analistas apontam obstáculos para uma eventual operação. Entre eles, estão a necessidade de aprovação do Cade e a possibilidade de acionistas exigirem prêmio elevado.
- Confira todos os dados operacionais da CVC (CVCB3) no Monitor Valores, clicando aqui!
O Citi também menciona que a venda de ativos poderia ajudar na redução da alavancagem, indicador que mede o nível de endividamento em relação à geração de caixa.
Segundo o banco, uma eventual monetização de ativos pode contribuir para melhorar a estrutura financeira da companhia. Mesmo com a alta recente, o Citi mantém recomendação neutra para o papel, considerando os riscos e o cenário ainda em aberto.











