A Isa Energia Brasil (ISAE4) registrou lucro líquido regulatório de R$ 357,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 6% em relação aos R$ 337 milhões apurados no mesmo período de 2025, segundo balanço trimestral divulgado nesta segunda-feira (4).
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou R$ 1,02 bilhão no período, crescimento de 10,6% na comparação anual.
A receita líquida regulatória alcançou R$ 1,2 bilhão entre janeiro e março, alta de 8,3% na base anual. Já a receita líquida operacional ex-RBSE (Rede Básica do Sistema Existente) chegou a R$ 762 milhões, avanço de 24%.
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O crescimento da receita foi impulsionado por três fatores principais: reajuste da Receita Anual Permitida (RAP) pelo IPCA no ciclo 2025/2026, entrada em operação de projetos conquistados em leilões e execução de reforços e melhorias (R&M) na rede.
Já as despesas com pessoal, materiais, serviços de terceiros e outros (PMSO) somaram R$ 179 milhões, alta de 0,7%, abaixo da inflação de 4,1% no período.
Com isso, a relação entre custo fixo e receita caiu de 29% para 24%, indicando ganho de eficiência operacional. A margem Ebitda atingiu 83,3%, avanço de 1,7 ponto percentual na comparação anual.
Investimentos e novos projetos
A companhia investiu R$ 1,2 bilhão no trimestre, alta de 10,3% frente ao mesmo período de 2025. Desse total, cerca de 70% foram destinados a projetos em construção, enquanto 30% foram investidos em reforços e melhorias.
Entre os destaques estão os projetos Serra Dourada, Itatiaia e Piraquê. A empresa também entregou dois blocos do projeto Piraquê e o projeto Jacarandá, que adicionaram R$ 330 milhões em RAP.
O portfólio total de investimentos soma R$ 12,3 bilhões, sendo R$ 5 bilhões em projetos greenfield (novos empreendimentos) e o restante em melhorias na rede existente.
Além disso, a Isa Energia firmou acordo com a Axia Energia (AXIA3) para troca de participações societárias, adquirindo 49% da IE Madeira e vendendo sua fatia de 51% na IE Garanhuns. A operação envolve pagamento de R$ 1,174 bilhão e, segundo a companhia, deve gerar impacto positivo no EBITDA, sem aumento da alavancagem.
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Resultados da Isa Energia vêm acima do esperado
Na avaliação do Citi, os resultados da Isa Energia vieram em linha com as estimativas para Ebitda e acima do esperado para lucro líquido, desempenho favorecido por uma alíquota efetiva de imposto menor.
O banco destacou que esse efeito compensou despesas financeiras maiores, pressionadas pelo aumento da dívida e pelo impacto do CDI. Além disso, os analistas ressaltaram a melhora no desempenho de coligadas, como a IE Madeira, e o avanço na energização do projeto Piraquê.
Apesar disso, o Citi manteve recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 28.
Já o Safra avaliou que o desempenho operacional veio acima das expectativas. O resultado foi impulsionado pelo reconhecimento da parcela de ajuste (PA), mecanismo regulatório de compensação, pelo controle de custos e pela antecipação da entrada em operação de projetos.
Os analistas também apontaram que as despesas com pessoal, materiais, serviços de terceiros e outras vieram abaixo das projeções, enquanto o resultado financeiro ficou em linha com o esperado.
Mesmo assim, o Safra manteve recomendação equivalente à venda para os papéis, com preço-alvo de R$ 28,30.











