As ações da Rede D’Or (RDOR3) lideram as perdas do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre nesta quinta-feira (7). Às 12h55, os papéis caíam 6,34%, negociados a R$ 37,79.
Embora a empresa tenha apresentado números operacionais considerados sólidos, o lucro líquido ajustado (que desconsidera eventos extraordinários) decepcionou investidores e analistas, mesmo crescendo 12% na comparação anual para R$ 1,2 bilhão.
Em relatório, o Itaú BBA afirmou que a maior parte dos resultados veio em linha com as suas expectativas, enquanto o BTG Pactual classificou o trimestre da empresa como “sem surpresas relevantes”.
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“A leve frustração no lucro foi explicada principalmente pela maior carga tributária, variável volátil e de difícil previsão no curto prazo”, explicaram os analistas do BTG.
Peso dos impostos no balanço da Rede D’Or
Com a elevada carga tributária, a Rede D’Or registrou uma taxa efetiva de imposto de 30,5%, enquanto analistas estimavam um percentual próximo de 20%.
Além dos impostos, o resultado foi pressionado por maiores despesas financeiras líquidas, que cresceram 42% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Isso ocorre devido ao custo da dívida e às variações nas taxas de juros.
No lado operacional, o EBITDA ajustado consolidado — indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — cresceu 20%, totalizando R$ 3,14 bilhões.
Desempenho em hospitais e seguros
O segmento de hospitais e oncologia registrou receita bruta de R$ 9,2 bilhões, alta de 15,6%. A taxa de ocupação dos leitos ficou em 77,5%, um leve avanço sobre o ano anterior, mesmo com a abertura de 135 novos leitos no período. Na visão do Citi, a composição de receita no setor de hospitais foi negativa no primeiro trimestre.
A unidade de oncologia (tratamento de câncer) seguiu como destaque, com avanço de 23,6% na receita, impulsionada pelo maior volume de infusões de medicamentos.
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Na SulAmérica, braço de seguros do grupo, a sinistralidade melhorou para 77,2%. Esse indicador é fundamental para o setor, pois mede quanto da receita dos prêmios de seguros é gasto no pagamento de sinistros (como consultas e internações).
Endividamento e visão dos analistas
A alavancagem da companhia apresentou uma redução gradual, encerrando março em 1,75 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA. Apesar da queda das ações após o balanço, analistas do BTG Pactual mantiveram a recomendação de compra para RDOR3, com preço-alvo de R$ 54.
O banco avalia que a frustração no lucro foi causada por variáveis voláteis (impostos), mas que a companhia mantém crescimento consistente, ganho de escala e eficiência em suas operações hospitalares e de seguros.











