O Fleury (FLRY3) terminou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 201,2 milhões, alta de 12,2% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (7).
O crescimento foi sustentado pelo avanço operacional das unidades de atendimento, pela expansão do segmento de saúde integrada e por medidas voltadas à eficiência operacional e captura de sinergias, que são ganhos obtidos a partir da integração de operações e redução de custos.
“A gente começa o ano de 2026, que é o ano do nosso centenário, com um trimestre em que a gente mantém muita consistência naquilo que é a nossa estratégia de crescer organicamente”, afirmou a diretora-presidente do Fleury, Jeane Tsutsui, ao Broadcast.
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A receita bruta totalizou R$ 2,410 bilhões no trimestre, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Já a receita líquida, indicador que exclui deduções como impostos e cancelamentos, somou R$ 2,223 bilhões, avanço de 10,3%.
O EBITDA ajustado (indicador que mede a geração operacional de caixa antes de despesas financeiras, impostos e amortizações) atingiu R$ 606 milhões no primeiro trimestre. O resultado representa alta de 10,7% na comparação anual. A margem EBITDA ajustada, que mostra a eficiência operacional em relação à receita líquida, ficou em 27,3%, avanço de 0,08 ponto porcentual.
A alavancagem financeira da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 1 vez, estável na comparação com igual período do ano anterior.
B2C lidera expansão do Fleury
O segmento de atendimento direto ao consumidor (B2C), responsável por cerca de 70% da receita da companhia, registrou crescimento de 15,1% na receita bruta no trimestre. Dentro dessa divisão:
- A marca Fleury avançou 12,1%;
- As operações em Minas Gerais cresceram 19,7%;
- As demais marcas em São Paulo registraram alta de 28,1%.
De acordo com a companhia, o resultado reflete tanto crescimento orgânico quanto o impacto de aquisições recentes.
No atendimento a laboratórios e hospitais (B2B), a receita subiu 5,5%, impulsionada pelo modelo lab-to-lab, em que o Fleury presta serviços diagnósticos para outros laboratórios.
Já o segmento de Novos Elos, que reúne áreas como infusão, ortopedia e oncologia, teve retração de 12,8% na receita bruta. A empresa atribuiu a queda a uma base de comparação elevada no primeiro trimestre de 2025, influenciada pela maior contribuição do medicamento Zolgensma naquele período.
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Citi vê resultado em linha com as expectativas
O Citi classificou os resultados do Fleury como compatíveis com as expectativas para o trimestre. O EBITDA veio em linha com as projeções, mas a geração recorrente de caixa livre ficou negativa em R$ 80 milhões.
A receita cresceu 10% na comparação anual, ou 7% desconsiderando aquisições, com destaque para o canal B2C e para a marca Fleury. Por outro lado, apontou desaceleração relativa no B2B e impacto negativo na receita do segmento de novos medicamentos.
Na avaliação do banco, a margem operacional foi pressionada principalmente pela elevação dos custos com pessoal, que avançaram 180 pontos-base na comparação anual. Esse movimento foi parcialmente compensado pelo controle das despesas gerais e administrativas.
Apesar da pressão operacional, o lucro líquido ficou 14% acima das estimativas do banco, beneficiado por menores despesas financeiras.
O Citi manteve recomendação neutra para as ações ordinárias do Fleury, com preço-alvo de R$ 16.











