O dólar fechou esta sexta-feira (8) em queda de 0,6% frente ao real, a R$ 4,89, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional após a divulgação do relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos.
O dado mostrou abertura de 115 mil postos de trabalho em abril, acima da expectativa do mercado, que projetava criação de 63 mil vagas. O resultado sinalizou que o mercado de trabalho continua resiliente, mesmo diante das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Outro ponto monitorado pelos investidores foi o avanço dos salários médios por hora, que subiram 0,2% na comparação mensal. A divulgação veio abaixo da expectativa de alta de 0,3%, reduzindo preocupações com pressões inflacionárias.
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Valorização do real reflete fatores estruturais
Segundo Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, a valorização recente do real reflete fatores estruturais ligados principalmente ao ambiente macroeconômico externo.
Entre os pontos destacados está o diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas. “O Brasil continua com um dos juros reais mais altos do mundo, o que mantém o real como uma moeda atrativa para estratégias de carry trade”, afirmou.
Também foi citada a posição do Brasil no setor energético. De acordo com Yamashita, a menor dependência externa de energia protege o país de choques internacionais, como tensões geopolíticas que impactam o preço do petróleo e do gás natural.
Dólar perde força no exterior
O movimento no mercado brasileiro acompanhou o desempenho da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,17% no final da tarde. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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