As exportações da China cresceram 14,1% em abril na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas do país neste último sábado (9). Em um mês, o avanço foi de 2,5%.
O resultado ficou acima da projeção de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que estimavam crescimento de 8%.
As importações também cresceram acima do esperado, com alta de 25,3% na comparação anual. Apesar da desaceleração em relação ao avanço de 27,8% observado em março, o resultado superou a expectativa de 16%.
Com isso, o superávit comercial chinês alcançou US$ 84,82 bilhões em abril. O resultado veio acima dos US$ 51,1 bilhões registrados em março, mas abaixo da projeção de US$ 92,3 bilhões.
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Demanda externa sustenta crescimento
Segundo análise da Capital Economics, a melhora recente nos dados do comércio exterior reflete principalmente o fortalecimento da demanda internacional por produtos chineses, especialmente itens ligados à tecnologia e à transição energética.
A consultoria destaca que parte da aceleração pode ter sido influenciada por fatores sazonais relacionados ao calendário do Ano Novo Lunar, período que costuma alterar o ritmo de produção e embarques no início do ano.
Ainda assim, o desempenho das exportações segue concentrado em segmentos específicos, como chips, equipamentos de computação e automóveis, que responderam por quase dois terços do crescimento das exportações no mês.
No caso dos semicondutores, a consultoria aponta que o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de preços, em meio à escassez global de chips de memória e à forte expansão dos investimentos em inteligência artificial. Por outro lado, o crescimento em volume desses embarques perdeu força, o que pode indicar limitações na capacidade produtiva.
Já as exportações de automóveis mantiveram expansão superior a 50% na comparação anual, sustentadas pela demanda internacional por veículos elétricos produzidos na China.
Produtos ligados à chamada tecnologia verde, como baterias e painéis solares, também devem ter contribuído para o resultado.
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Importações não indicam recuperação interna consistente
Apesar da alta expressiva nas importações, a Capital Economics avalia que o dado não deve ser interpretado como sinal de retomada consistente da demanda doméstica, já que os volumes importados de commodities industriais mostraram perda de ritmo recentemente.
O cenário sugere que, embora o setor externo continue dando suporte à atividade econômica chinesa, o consumo interno ainda apresenta sinais de fraqueza.











