O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (12).
No acumulado dos últimos 12 meses, o lucro recorrente atingiu um novo recorde ao somar R$ 15,6 bilhões, alta de 22% em relação aos R$ 12,5 bilhões registrados em 2022. A informação foi confirmada por Alexandre Abreu, diretor financeiro e de mercado de capitais.
Os ativos totais do BNDES atingiram R$ 995 bilhões no primeiro trimestre, maior valor da história. A carteira de crédito expandida alcançou R$ 678,2 bilhões, avanço anual de 14% e maior patamar desde 2016.
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Em relatório, foi destacado que a expansão da carteira foi influenciada pela apropriação de juros, atualização monetária e integralização de debêntures.
Aprovações e desembolsos
O resultado operacional manteve trajetória de crescimento, com aprovações e desembolsos acima dos níveis registrados nos últimos anos. As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, alta de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Já os desembolsos atingiram R$ 36,2 bilhões no trimestre, crescimento anual de 44%. Entre os destaques ficaram:
- Indústria: R$ 8 bilhões, alta de 67%;
- Infraestrutura: R$ 13,4 bilhões, avanço de 51%;
- Agropecuária: R$ 9,1 bilhões, crescimento de 40%.
As consultas para novos financiamentos chegaram a R$ 84,4 bilhões, aumento de 65% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Inadimplência
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,046% em março de 2026, abaixo da média de 4,33% registrada pelo Sistema Financeiro Nacional. No segmento de grandes empresas, a inadimplência do sistema financeiro foi de 0,60% no período.
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Patrimônio líquido cresce quase R$ 20 bilhões
O patrimônio líquido do BNDES atingiu R$ 192 bilhões em março, aumento de R$ 19,7 bilhões em relação ao último trimestre de 2025. O resultado foi impulsionado pelo lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, incluindo venda de ações, além do efeito positivo de R$ 15,8 bilhões relacionado ao ajuste a valor de mercado de ativos, principalmente ações e debêntures, líquido de tributos.











