O dólar fechou esta terça-feira (12) em alta de 0,08% frente ao real, a R$ 4,89. Apesar do fortalecimento da moeda americana no exterior diante da piora do cenário geopolítico, a moeda brasileira conseguiu se descolar parcialmente do movimento externo.
As tensões entre Estados Unidos e Irã elevaram a aversão ao risco nos mercados internacionais e impulsionaram o petróleo. O barril do Brent subiu mais de 3% e alcançou US$ 107. Segundo analistas ouvidos pelo Broadcast, essa valorização do petróleo melhora os chamados “termos de troca” do Brasil.
Dados de inflação divulgados também influenciaram o comportamento do câmbio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0,88% em março para 0,67% em abril, em linha com as expectativas do mercado. Em 12 meses, o índice acelerou de 4,14% para 4,39%.
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Apesar do resultado dentro das projeções, instituições como Itaú Unibanco e Bradesco apontaram deterioração qualitativa dos dados, com pressão em núcleos de inflação e preços subjacentes, que excluem itens mais voláteis e ajudam a medir a tendência inflacionária.
Com o leve avanço na sessão, o dólar recua 1,16% em maio. Em 2026, as perdas chegam a 10,81%.
Dólar sobe no exterior após CPI dos EUA
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava em alta firme e rondava os 98,300 pontos no fim da tarde, após máxima de 98,460 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Os juros dos Treasuries, títulos públicos dos Estados Unidos, também avançaram. O retorno da T-note de dois anos superou 4% no pico do dia. Os movimentos vieram após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA.
O indicador subiu 0,6% em abril na comparação mensal e 3,8% em 12 meses, praticamente em linha com as expectativas. Já o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, avançou 0,4% no mês e 2,8% em base anual.
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Os dados reforçaram a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deverá manter cautela em relação a cortes de juros. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que os números aumentam as preocupações com a inflação.











