O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil (BBAS3) caiu pela metade (53,5%) em um ano, saindo de R$ 7,4 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 3,4 bilhões no mesmo período deste ano.
Já o lucro líquido contábil, que inclui todos os impactos registrados no trimestre, ficou em R$ 3,1 bilhões, recuo de 54,4% na comparação anual, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13).
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mede a rentabilidade em relação ao capital dos acionistas, caiu para 7,3% no trimestre.
Apesar da queda dos indicadores, o relatório mostrou que os ativos totais do banco somaram R$ 2,6 trilhões, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025.
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Projeções do Banco do Brasil são revisadas negativamente
Diante dos resultados, o Banco do Brasil revisou negativamente suas projeções para 2026, com o lucro líquido ajustado passando da faixa entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões para um intervalo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões.
O custo do crédito, indicador que reflete despesas com inadimplência e provisões para perdas, aumentou. Foi de R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.
Por outro lado, a expectativa para a margem financeira bruta foi revisada positivamente, saindo de crescimento entre 4% e 8% para expansão entre 7% e 11%.
Projeções como carteira de crédito, carteira sustentável, receitas com prestação de serviços e despesas administrativas foram mantidas.
Citi vê pressão persistente sobre qualidade do crédito
Em análise, o Citi afirmou que o resultado do Banco do Brasil reforça um cenário de pressão sobre a qualidade dos ativos e baixa visibilidade para os próximos trimestres. E a revisão do guidance tornou mais explícito o ambiente desafiador.
Segundo os analistas, apesar da melhora da inadimplência em relação ao trimestre anterior, o alívio pode ser temporário. O relatório também aponta aumento das operações classificadas em Stage 3, categoria que reúne créditos considerados de maior risco de calote.
Também foi citada uma contaminação da carteira agro para empréstimos de pessoas físicas, além de pressão sobre os indicadores de capital.
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Novo Desenrola
De acordo com o balanço, na primeira semana do Novo Desenrola, a companhia renegociou mais de R$ 1 bilhão em dívidas. O volume inclui:
- 78,2 mil operações para pessoas físicas, somando R$ 103,3 milhões;
- 6,7 mil empresas atendidas pelo Desenrola Empresas, com R$ 845 milhões renegociados;
- 9,4 mil renegociações no Desenrola FIES, totalizando R$ 119 milhões;
- cerca de R$ 4,5 milhões renegociados com mil produtores rurais no Desenrola Rural.
Além disso, o Banco do Brasil realizou outras 90,2 mil operações de renegociação com pessoas físicas fora do programa, movimentando R$ 508,2 milhões. No total, as renegociações realizadas no período ultrapassaram R$ 1,5 bilhão.











