Andar pelas ruas de Salvador é folhear as páginas da história do país. Fundada há 477 anos, a capital da Bahia não é apenas a metrópole mais antiga do Brasil, mas também o berço da cultura afro-brasileira, guardando um acervo arquitetônico colonial que fascina pesquisadores e turistas globalmente.
Como a arquitetura colonial sobrevive no coração da cidade?
O centro histórico, com destaque para o Pelourinho, abriga milhares de casarões coloridos dos séculos XVII e XVIII. As fachadas de janelas de guilhotina e as igrejas cobertas de ouro puro são o registro vivo da riqueza gerada durante o período em que a cidade foi a primeira capital do Brasil.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) atua na preservação severa dessa área, garantindo que as calçadas de paralelepípedo e as fachadas seculares não sejam descaracterizadas pelo avanço comercial moderno.

Quais os números que definem a grandeza da capital baiana?
A metrópole é um polo de diversidade, sendo a cidade com a maior população negra fora do continente africano. Para dimensionar a importância estrutural desta capital litorânea, utilizamos os dados oficiais do IBGE Cidades:
- População Estimada: Mais de 2,4 milhões de habitantes.
- Fundação Histórica: 1549 (por Tomé de Sousa).
- Geografia Litorânea: Banhada pela Baía de Todos-os-Santos e pelo Oceano Atlântico.
- Economia: Forte polo de turismo cultural, serviços e indústria petroquímica na região metropolitana.
Onde se hospedar para vivenciar a história e as praias?
A cidade oferece experiências duplas. Quem escolhe ficar na Cidade Alta vivencia a imersão cultural profunda, com música ao vivo e museus. Já quem prefere a orla busca o relaxamento das praias urbanas e a infraestrutura dos grandes resorts e restaurantes de frutos do mar.
Para ajudar o visitante a decidir a melhor base para o seu roteiro, elaboramos uma comparação entre os dois polos turísticos mais cobiçados:
| Perfil do Bairro | Pelourinho (Centro Histórico) | Rio Vermelho (Orla/Boemia) |
| Atmosfera e Lazer | Imersão colonial, igrejas e percussão de rua | Vida noturna agitada, praias e os melhores acarajés |
| Tipo de Hospedagem | Pousadas boutique em casarões restaurados | Hotéis modernos e resorts com vista para o mar |
Qual o impacto da cultura afro-brasileira na identidade local?
A herança africana está presente em cada detalhe de Salvador: na capoeira jogada nas praças, nos toques dos atabaques e na religiosidade do candomblé, que convive em forte sincretismo com o catolicismo histórico da famosa Igreja do Senhor do Bonfim.
A gastronomia é a expressão máxima dessa herança. Pratos como o acarajé, o abará e a moqueca, feitos com azeite de dendê e leite de coco, são patrimônios imateriais que atraem turistas interessados no turismo de experiência gastronômica.
Para aprofundar seu roteiro pela capital baiana, selecionamos o conteúdo do canal Malini Angelica, No vídeo a seguir, a viajante detalha visualmente a rica cultura afro-brasileira, a gastronomia e as belezas do centro histórico de Salvador:
Por que a cidade atrai visitantes durante o ano inteiro?
Diferente de destinos focados apenas no verão, a capital baiana possui um calendário cultural incessante. O Carnaval atrai milhões de foliões, mas festas populares como o Dia de Iemanjá garantem que a economia criativa local gire continuamente.
O portal do Governo da Bahia promove a cidade como um polo de turismo o ano todo. Visitar a primeira capital do Brasil é compreender a raiz da nossa formação cultural; é um destino onde a história não está guardada em vitrines, mas viva no sorriso de seu povo.











