A taxa de desemprego do Reino Unido subiu para 5% no trimestre encerrado em março, ante 4,9% nos três meses até fevereiro, segundo dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS). O resultado veio em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.
O relatório também mostrou desaceleração no crescimento dos salários. O ganho médio semanal, excluindo bônus, avançou 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo da alta de 3,6% registrada na leitura anterior.
Os números aumentaram as dúvidas sobre a necessidade de novas altas de juros pelo Bank of England (BoE), em meio aos sinais de desaceleração do mercado de trabalho britânico.
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ING vê economia do Reino Unido mais fraca
Em relatório, o ING avaliou que os dados reforçam a percepção de enfraquecimento da economia britânica, especialmente nos setores de serviços voltados ao consumidor.
Segundo o banco, segmentos mais ligados ao consumo foram impactados pelo aumento de impostos e pela elevação do salário mínimo implementada no ano passado. A instituição também afirmou que um novo choque de energia tende a ampliar essa pressão sobre a atividade econômica.
Para o ING, embora parte da deterioração possa refletir volatilidade estatística, o principal destaque negativo foi a desaceleração salarial.
“A direção de curto prazo do crescimento salarial do setor privado é de queda”, afirmou o banco, projetando que os salários avancem menos de 3% nos próximos meses.
Inflação e juros seguem no radar
O banco holandês avalia que a desaceleração dos salários reduz o risco de efeitos secundários inflacionários, quando aumentos de preços acabam sendo disseminados pela economia por meio de reajustes salariais e novos repasses de custos.
Na avaliação do ING, o cenário atual difere do observado durante a crise de petróleo e gás de quatro anos atrás, quando o choque energético gerou pressão mais intensa sobre salários e inflação.
“A economia parece muito menos suscetível a efeitos secundários dos preços mais altos de energia sobre itens como salários”, escreveu a instituição.
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Decisão do Banco da Inglaterra segue em aberto
Após a reunião de abril do Bank of England (BoE), o ING projetava uma única alta de juros em junho, seguida de pausa no ciclo monetário.
O banco manteve esse cenário como hipótese principal, citando a perspectiva de preços elevados para energia, principalmente gás natural, diante da ausência de sinais de reabertura do Estreito de Ormuz.
Ainda assim, a instituição classificou a próxima decisão do banco central britânico como “equilibrada” e afirmou que os dados de inflação previstos para amanhã serão decisivos para definir os próximos passos da política monetária britânica.











